Ceci Aparecida promove ações de combate à violência contra a mulher

O Centro de Convivência Estadual do Idoso (Ceci) – Aparecida, localizado na rua Wilkens de Matos, s/n – Nossa Sra. Aparecida, oferece diversas atividades para os idosos em alusão ao aniversário de 13 anos de existência da Lei Maria da Penha, comemorado nesta quarta-feira (7).

Entre as atividades oferecidas estão algumas palestras que têm o objetivo de sensibilizar as pessoas de que a agressão tem que ser denunciada. Uma das palestrantes é a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) e do Conselho Estadual de Direitos da Mulher (Cedim), Eriana Azevedo, que atua no combate à violência contra a mulher.

Segundo a representante, por meio da Lei, as mulheres ganharam coragem para denunciar, tanto é que entre janeiro e junho deste ano foram denunciados mais de 13 mil casos de agressões em Manaus. “Anualmente, esse número aumenta fruto de um trabalho de encorajamento, uma vez que a mulher leva em torno de 10 anos para romper um ciclo de violência e a lei veio para fortalecer”, disse.

Para a psicóloga do Ceci, Maylla Boreggio, a lei em si uma vitória para as mulheres, diante da luta que foi para criá-la, principalmente pelo fato do agressor ter onde recorrer e não ficar com a violência dentro da família.

Diariamente, a psicóloga atende várias mulheres que reclamam da aplicabilidade da lei, afirmando que fazem a denúncia mas que nem sempre mandam prender o agressor. Segundo a psicóloga, é grande o número de mulheres na faixa de 70 a 80, cujos relatos são mantidos em sigilo, que veem a viuvez como um livramento do agressor.

“Se torna um alívio o fato do agressor não estar mais vivo, por conta de um casamento sofrido, diante de uma convivência de maus-tratos e agressões”, lamentou a psicóloga, destacando que a violência física é aparente, o que não acontece com a psicológica, que é subjetiva, e a pessoa agredida guarda mágoas por anos.

(*) Com informações da Secretaria de Estado de Assistência Social