Celulares, estoques, faca, buraco para fuga….um dia de revista na Vidal Pessoa

Desta vez, a revista foi na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (CPDRVP), localizada na Avenida Sete de Setembro, Centro, aquela cadeia que estava fechada desde outubro do ano passado por determinação de órgãos federais, como por exemplo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que a classificou com uma das piores cadeias do mundo. A revista aconteceu na manhã desta terça-feira (24), e foi realizada pela Secretaria de Administração Penitenciária e pela Polícia Militar (PMAM). Segundo a Seap, também participaram do procedimento, representantes do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB-AM)

Dados oficiais dão conta de que foram apreendidos 11 celulares, 3 chips, 6 carregadores, 22 estoques, 1 faca de mesa, 2 baterias, 1 cartão de memória, 1 simulacro de arma de fogo feito de esponja, 1 barra de ferro, 1 porção de tabaco, 1 tubo de ferro, 10 metros de fios de cobre. Foi encontrado em uma das celas um buraco, que seria possivelmente usado para uma fuga, com uma teresa de 9 metros, feita com capas de colchões usados pelos internos.

Para a Vidal Pessoa foram levados os detentos de outras unidades prisionais da capital que, segundo os órgãos de segurança pública, estariam ameaçados de morte. Na madrugada do dia 8 de janeiro três detentos foram decapitados e um queimado sem que o então secretário de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio soubesse explicar como armas estavam em poder dos presos da Vidal Pessoa. Quando questionado pela imprensa sobre a entrada de armas no presídio, Pedro Florêncio se resumiu em dizer que era “uma pergunta de vestibular”.

E, a revista feita no dia de hoje, mostra que as armas continuam entrando no presídio. E, como de costume, ninguém explica como. Pelo jeito, vamos ter que apelar pros universitários. (Any Margareth)

FOTOS:  BRUNO ZANARDO / SECOM