Chanceler da Venezuela exige que EUA ‘respeitem a democracia’ no país

Stringer . / Reuters

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, publicou via redes sociais, um comunicado em que exige que os EUA “respeitem a democracia venezuelana”. O texto tinha como destinatários, especificamente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o vice-presidente, Mike Pence, que estiveram em contato com o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e seu líder, Juan Guaidó.

O órgão, eleito em 2015 e de maioria opositora, mas que é considerado “em desacato” e sem poderes pela ditadura, acusa o ditador Nicolás Maduro de usurpar o poder e exige que se retire para que sejam convocadas eleições gerais.

Na terça-feira (16), havia a expectativa de que o presidente Donald Trump se pronunciasse oficialmente a favor de que Guaidó assumisse a Presidência, algo que ao final não ocorreu.

Ainda assim, Arreaza disse que os funcionários do governo Trump “pretendem desestabilizar o país e incitar a violência” e que a população venezuelana sairia às ruas para “defender a Constituição”.

O texto ainda diz: “Enquanto o presidente Nicolás Maduro procura um diálogo respeitoso com os EUA, o secretário Pompeo e outros porta-vozes extremistas buscam desestabilizar o país.”

Voltou a culpar os EUA pela “guerra econômica” e um suposto “bloqueio”, que estariam causando a falta de remédios e de alimentos, além de dizer que os EUA agora estão “promovendo descaradamente um golpe de Estado”.

Segundo divulgou também via redes sociais, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse ter falado na terça-feira (15) com Guaidó, mostrando apoio a ele e demonstrando “descontentamento” com Maduro.

Na conversa, Pence teria dito que a Assembleia Nacional é o “único órgão democrático no país”.

Segundo um porta-voz da Casa Branca, “o vice-presidente enfatizou firmemente que os EUA têm o objetivo, junto às outras nações que amam a liberdade, de restaurar a democracia na Venezuela, por meio de eleições livres e justas, colocando fim a crise econômica e humanitária sem precedentes no país que é o berço do libertador Simón Bolívar.”

SYLVIA COLOMBO / FOLHAPRESS