Chico Doido corta verba do transporte escolar e universitários fazem protesto

Com faixas e cartazes, cerca de 450 pessoas realizaram uma manifestação nessa terça-feira (5), para cobrar do prefeito Francisco Gomes da Silva (DEM), o “Chico Doido”, para que ele cumpra a lei do transporte universitário aprovada em 2016, e que está paralisada há mais de uma semana. O transporte é essencial para alunos que precisam dos ônibus que saem de Iranduba em direção a Manaus.

Segundo a estudante Camila Belmiro, que é presidente da Associação dos Estudantes de Iranduba, funcionários da empresa que realiza o transporte estão há 6 meses sem receber. “Eu sei que eles estão no direito deles de paralisar. Mas e nós? Somos prejudicados por causa dessa falta de pagamento. Já que a prefeitura não resolve, tivemos que tentar conversar com o empresário. Para se ter uma ideia, o preço da passagem aqui em Iranduba é de R$ 5”, disse.

Com a situação de logística prejudicada, alguns alunos tiveram de trancar o período na faculdade em Manaus, por não conseguir chegar até a unidade de ensino.

Camila ainda informou que sem a ajuda da rota, muitos alunos precisam sair com até cinco horas de antecedência de suas casas para poderem chegar nos seus respectivos destinos, tendo que pegar até oito ônibus por dia. “É muito cansativo. Se nós tivéssemos um transporte de qualidade, consequentemente, o nosso número de faltas seria menor e nosso aprendizado não seria prejudicado”, completou.

Existem até relatos de alunos que tiveram de atravessar a ponte sobre o rio Negro a pé para poder chegarem em Manaus ou dormiram na rua para esperar o primeiro ônibus do dia passar. “Nós sempre tentamos falar com a prefeitura, mas toda vez temos a mesma resposta. De que eles estão sem dinheiro para pagar a empresa”, informou Camila, ao ressaltar, que se nada fosse resolvido até os próximos dias, uma nova manifestação deveria ocorrer em frente a prefeitura do município.

Para verificar detalhes da denúncia, de que os funcionários estão há seis meses sem receber salários e por isso paralisados, a equipe do Radar tentou contato com a prefeitura de Iranduba, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.