Chico Preto cobra providências e manifesta repúdio ao descaso à escalada da violência

CHICO-PRETO-EGM-PMN-15-575x381O deputado estadual Marco Antônio Chico Preto (PMN) cobrou, na manhã da terça-feira, 16, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM), explicações do Governo do Amazonas sobre recursos destinados ao
Ronda no Bairro, bem como a adoção de medidas imediatas para conter a crescente onda de violência registrada na capital e interior.

Chico Preto manifestou, ainda, o seu repúdio ao descaso do governo diante da “comprovada falência da política de segurança”, evidenciado por meio da declaração do titular da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), coronel PM Louismar Bonates, destacando que “é comum” que os detentos do regime semiaberto do Compaj “deem escapadas pelo muro do lugar”.

“Há semanas estamos denunciando a negligência registrada no sistema prisional amazonense, particularmente no semiaberto, de onde os apenados saem para roubar, assaltar e promover diversos crimes, e depois voltam para dormir em segurança. Esse tipo de declaração nos causa indignação”, afirmou.

Ao falar sobre a crise instalada na segurança pública Chico Preto disse que, mais uma vez o Amazonas se viu sobressaltado no último fim de semana com a fuga de apenados do sistema prisional e a única declaração oficial que se tem notícia é do secretário de Justiça afirmando que isso é coisa  comum.

“Comum para quem? Eu não entendo como comum a negligência com que o sistema penitenciário está sendo tratado há anos”, disparou.

Segundo o parlamentar, constrangem a todos os cidadãos esse tipo de declaração oficial de um governo que aceitou a falência do sistema de segurança, bem como a falta de respostas e de explicações sobre a utilização dos R$ 1,2 bilhão empregados no programa Ronda no Bairro.

“Manifesto o meu veemente repúdio à conduta das autoridades de segurança pública diante da escalada da violência”, afirmou, destacando que as rebeliões registradas nos presídios evidenciam a fragilidade do sistema e a falta de vontade política para adotar as medidas necessárias para enfrentar o problema.