Chico Preto defende diálogo com policiais civis para evitar greve

chico preto e os polciais civis

O deputado estadual Marco Antônio Chico Preto (PMN/AM0 defendeu na manhã da terça-feira, 10, a manutenção do diálogo entre o Governo do Amazonas e os representantes dos policiais civis para discutir a pauta de reivindicação da categoria e evitar a deflagração da greve na sexta-feira, 13.

Chico Preto lembrou que a categoria aprovou um indicativo de greve, mas tem demonstrado interesse em discutir as suas reivindicações. Entretanto, o governo tem se mostrando insensível para as questões apresentadas e a população pode ser prejudicada.

“Defendemos o diálogo à exaustão para o bem do Amazonas, porque se os policiais civis cruzarem os braços como estão ameaçando, certamente a população terá prejuízos”, disse ele, lembrando que as negociações se arrastam desde março sem apresentar resultados satisfatórios à categoria.

Chico Preto lembrou, ainda, com base nos argumentos apresentados pelo Sinpol/AM, que, além da equiparação salarial, os policiais civis querem a mudança na Lei de Promoções, que é de 1993.

Reivindicações

Durante a cessão de tempo, na Assembleia Legislativa, Rômulo Valente, da Comissão de Greve da Polícia Civil, deixou claro que os profissionais defendem a reestruturação de carreiras. Ou seja, que os iguais sejam tratados de forma igual.

“Após um longo e árduo caminho na tentativa de sensibilizar o governo, através do diálogo, não nos restou outra alternativa, que não fosse a paralisação”, afirmou. “Buscamos, em quatro reuniões com a Casa Civil e uma com o Secretário de Governo chegar a um denominador comum sobre o nosso pleito, que versa sobre a reestruturação de carreiras, mas não fomos atendidos”, completou.

Para efeito de comparação Rômulo Valente disse que um investigador ou escrivão com 25 anos de atividade – que corre o risco de não chegar à Classe Especial, o teto máximo da carreira -, receberá R$ 6.527,68, enquanto a classe que hoje já recebe como curso superior, ainda em carreira inicial, 4ª Classe, já recebe R$ 6.703,12.

“A Polícia Judiciária, a Polícia Civil, não existe sem investigadores e sem escrivães. De nada adianta propagandear novos delegados, novas delegacias, programas e projetos, se não tivermos investigadores e escrivães reconhecidos, valorizados, motivados e, acima de tudo, respeitados”, argumentou.

Segundo ele, o governo alegou que o pleito sobre as reestruturação de carreira da Polícia Civil é inviável, porque fere o ordenamento jurídico eleitoral e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Entretanto, tal argumentação não se sustenta.

“O governo alegou entrave eleitoral. Porém, na semana passada, no dia 04 de junho, a presidente Dilma concedeu o mesmo benefício aos colegas policiais federais. O governo alegou que era política salarial geral de servidores públicos e mostramos que isso trata-se de política de reposição de perdas e reestruturação seletiva”, afirmou, destacando que sem acordo a greve será inevitável.

manifestação de policiais na ALE