Ciclone pode atingir Sul do Brasil com ventos superiores a 100 km/h

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Desde a tarde de segunda-feira (16), Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão em alerta para os efeitos da tempestade subtropical Yakecan. Os maiores efeitos da passagem da tempestade deverão ser sentidos até a noite de quarta-feira (18).

Conforme a coordenadora de Meteorologia do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Marcia Seabra, como toda em toda frente fria, houve a formação de um ciclone na sua origem. Nesse caso, em alto-mar a leste do Rio Grande do Sul.

Ao ganhar forma e se deslocar em direção à costa, o fenômeno ganhou status de tempestade subtropical, levando a Marinha a batizá-lo.

Por ora, não é possível prever se o fenômeno ficará em alto-mar, afetando apenas a costa leste dos estados do sul do Brasil, ou se invadirá o continente. Existe a chance de o fenômeno afetar Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo antes de perder força.

O Inmet já emitiu um alerta laranja, o que indica rajadas de vento de até 100 km/h e sinaliza perigo de danos materiais. Existe ainda a chance de o alerta subir para vermelho conforme a proximidade com a costa e/ou caso a tempestade ganhe força. Se as rajadas ultrapassarem os 120 km/h, o Yakecan passa a ser considerado um furacão.

Em Porto Alegre, a Defesa Civil municipal orientou a população a evitar transitar na rua durante o período do alerta, se abrigar em lugar seguro, não enfrentar o mau tempo e se manter afastada de postes, árvores e placas de sinalização publicitárias.

No Rio Grande do Sul, a Yakecan deve chegar com maior intensidade entre a noite de terça-feira (17) e madrugada de quarta-feira (18). Nas horas seguintes, deve atingir com mais força Santa Catarina.

Paralelamente à tempestade, o sul do Brasil está em alerta para a onda de frio. Além de toda a região sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul do Mato Grosso fazem parte da área que deve registrar quedas bruscas de temperatura nesta semana, com possibilidade de mínimas abaixo de zero e neve em regiões turísticas.

Em Porto Alegre, a soma dos fenômenos levou a prefeitura a antecipar a Operação Inverno, que deveria começar em 4 de junho. Desde a noite desta segunda-feira (16), equipes vão realizar buscas para abordar pessoas em situações de rua e leva-las até diferentes alojados da rede de assistência social do município.