Clínica popular na zona Leste é interditada por irregularidades

Fotos: Divulgação/Visa Manaus/Semsa e CRO-AM

A clínica Mais Saúde Comunitária, unidade da zona Leste foi interditada, após fiscalização da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Manaus (Visa), em ação conjunta com o Conselho Regional de Odontologia (CRO-AM) e o Conselho de Regional de Medicina (CRM-AM). No local, os fiscais dos três órgãos encontraram irregularidades foi interditada por irregularidades como a falta de licença sanitária e equipamentos adequados.

A fiscalização foi solicitada pelos dois Conselhos após a circulação de propaganda da unidade anunciando consultas por R$ 10. Ao chegarem à clínica, os fiscais constataram que a unidade não tinha licença sanitária e identificaram diversas irregularidades como dificuldade de acessibilidade aos consultórios, feita por meio de uma escada íngreme e sem segurança, consultórios sem pias para a higienização das mãos e biombos para a troca de roupa das pacientes.

Além disso, na clínica, não havia local adequado para a coleta de material ginecológico e, no consultório odontológico, faltavam equipamentos necessários para os testes de verificação da qualidade de esterilização do material utilizado na consulta e tratamento dos pacientes.

“A clínica havia sofrido uma interdição liminar anteriormente e, por não cumprir com as exigências de adequação, como constatado nesta inspeção, teve agora interdição total”, explicou a fiscal da Visa Manaus, Nirva Torres. Ela informou que o proprietário do estabelecimento terá de se cadastrar no Slim (Sistema de Licenciamento Informatizado Municipal) para solicitar licença sanitária e apresentar documentos obrigatórios para este tipo de atividade, como o Projeto Básico de Arquitetura (PBA). Os donos da Mais Saúde têm três dias para apresentar a defesa e solicitar prazo para adequação às normas legais.

De acordo com o responsável pela unidade Mais Saúde, Carlos Alexandre Silva dos Reis, a clínica foi criada para atender pessoas carentes como uma alternativa para quem não tem como pagar R$ 150 numa consulta médica e alegou não saber da propaganda. “Por R$ 10, era melhor fazer de graça. Cobramos a partir de R$ 20. Não sabia desse anúncio”.

A unidade de saúde funcionava há sete meses, no horário das 8h às 14h, na rua Coronel Nagib Aidar, 13, no Jorge Teixeira, onde eram feitas de 20 a 25 consultas diárias por um médico e um cirurgião dentista, em quatro consultórios.