Cobrador não dá troco e ainda debocha da cara do usuário

“Você quer os dez centavos de troco?”, pergunta um cobrador de ônibus para um usuário. “Tá fazendo confusão por dez centavos?”, diz outro, em tom de deboche para uma adolescente. “E tem polícia pra empresário? Onde que tu pensa (sic) que tá? ”, diz um cobrador no maior abuso para um senhor que comenta que a falta de troco já virou caso de polícia. Essas respostas são dadas (mas o troco não) em público para os cidadãos desta cidade, impondo a essas pessoas constrangimento ilegal e extorsão, crimes que estão previstos no Código de Defesa do Consumidor e até no Código Penal, para os quais deveria haver mesmo ação da justiça e da polícia. Mas, onde está a Justiça?  E a polícia que lota as ruas quando há ato público?

E cadê o Carvalho?

E, numa hora dessas, onde está o secretário da SMTU, Sr. Pedro Carvalho e suas centenas de fiscais (lambança que ele faz em entrevista à imprensa)? E, onde anda (ou será melhor escrever voa?) o prefeito de Manaus que não consegue fazer os empresários respeitarem nem seu decreto de redução no preço das passagens de ônibus?

Vereador e MP

E matéria que está no site da Câmara Municipal de Manaus (CMM) informa que  vereador Álvaro Campelo, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Casa, decidiu entrar com ação no Ministério Público do Estado (MPE), contra as empresas de transporte coletivo. Leiam a justificativa do parlamentar para tal ação:  “O Ministério Público Estadual (MPE) deve atender aos anseios da população e fiscalizar com mais rigor a devolução do troco para os usuários de ônibus por parte das empresas que exploram o sistema de transporte coletivo em Manaus”. Deixa eu entender, que eu acho que não li direito (ou então estou no meu minuto de leseira). Mas, o vereador não é aliado do prefeito na Câmara? Então não seria mais lógico, já que ele é tão próximo do Chefe do Executivo, – que ele fosse até o prefeito pedir que ele adotasse sanções contra os empresários (promessa feita pelo próprio prefeito) por não cumprirem nem o decreto da redução da passagem e nem a Lei do Troco? Por que o vereador não foi a SMTU cobrar que cumprisse sua função de fiscalizar? E por que ele próprio não cumpre a Lei que determina como função primordial do vereador fiscalizar os atos (ou a falta deles) por parte do Executivo? E, na matéria de divulgação das atividades do vereador-presidente da comissão de Defesa do Consumidor da CMM, ele diz “Entrei com a representação por entender que a população está sendo prejudicada, assim como os cobradores, que acabam sofrendo constrangimentos por causa dos erros das empresas”. Brilhante descoberta! Esse constrangimento, que seria melhor denominar de humi lhação, o povo tem sentido na pele!

Está calado!

E, mesmo o pessoal aqui do Radar ahando que o nobre parlamentar- defensor do consumidor deveria ter ido direto e reto ao chefe do Executivo e ao Carvalho (Pedro), a gente repete pergunta que, vira e mexe, costumamos fazer: Cadê os fiscais da Lei? Será que dá pra dizer alguma coisa em defesa da população, a mesma população que está gritando aos quatro cantos a favor do Ministério Público e contra a PEC 37 que restringe os poderes do MP?