Codam aponta R$ 5,7 bilhões em investimentos no Amazonas

Foto: Michel Mello/Secom

Em 2019, as seis reuniões realizadas pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovaram 197 projetos industriais, que somam recursos na faixa de R$ 5,705 bilhões.  A previsão é de abertura de 7.5 mil vagas no mercado de trabalho a partir da implantação dos projetos, um período estimado em até três anos.

No eixo fora da capital, foram aprovados projetos para as cidades de Manacapuru, Tefé e Iranduba, voltados para a produção de açúcar mascavo, ração, sorvete de açaí e beneficiamento de castanha, que somam cerca de R$ 11 milhões.

Em Manaus, segmentos promissores como a produção de equipamentos e sistemas para energia fotovoltaica começaram a ganhar espaço com o projeto da IGB Eletrônica, orçado em R$ 24 milhões e 355 vagas.

O segmento de veículos elétricos (e-mobility), bicicletas, patinete e motonetas também despontou, com investimentos acima de R$ 95 milhões injetados por empresas como Yellow Indústria, Motobike da Amazônia, Amazon Motors e Specialized Brazil.

Em comparação com 2018, quando foi apurado um volume de R$ 7,094 bilhões, houve uma redução no total de investimentos, mas a geração de emprego em 2019 foi maior (7.522), acima dos 5.197 aprovados em 2018. Em 2016, o Codam fechou o ano com investimentos de R$ 6,415 bilhões.

Atualização

Os conselheiros também definiram propostas de adequação do regimento interno do Codam, alterado pela última vez em 1991. Entre as atualizações estão a revogação dos representantes das extintas Secretarias de Estado do Trabalho (Setrab) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), ambas incorporadas à Sedecti em outubro do ano passado. Na próxima reunião do Codam, prevista para o próximo dia 12 de fevereiro, a proposta de alteração do regimento do Conselho voltará a ser debatida e votada.

O Codam também aprovou resolução que estabelece critérios para a concessão de incentivos fiscais para materiais e resíduos sólidos destinados à reciclagem. A proposta, que altera a Resolução  nº 2, assegura que as empresas do setor poderão obter incentivos fiscais mediante apresentação de projeto técnico-econômico à Sedecti. 

A análise do projeto técnico pela Sedecti fica condicionada à comprovação do atendimento das exigências referentes a normas técnicas para gestão e garantia de qualidade e gestão do meio ambiente, ambas definidas pela Organização Internacional para Padronização (ISSO), mediante apresentação das certificações ISO 9.000 e ISO 14.000, sob pena de devolução ao interessado.

Com informações da assessoria de imprensa