Com arrecadação de R$ 6,3 bi em quatro meses, nada justifica atraso de salários na Saúde, aponta Serafim

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Foto: Divulgação

Nos quatro primeiros meses deste ano o Governo do Amazonas arrecadou R$ 6,3 bilhões – R$ 513 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado, no qual foram arrecadados R$ 5,8 bilhões. O valor representa um crescimento de 8,78% na arrecadação do Estado e não abre margem para justificativas para atrasos nos salários de profissionais da Saúde, segundo o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB).

Os números foram apresentados por ele, nesta quinta-feira (30), durante sessão virtual da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). “Não tem razão para não pagar os profissionais da Saúde. O governo tem que dar esse passo à frente. Ele não pode dizer que não dinheiro, quando arrecadou a mais do que no ano anterior R$ 513 milhões. Isso é mais do que meio bilhão, em quatro meses. O governo precisa também ver que ele não está tratando com pessoas desinformadas. Ele está tratando com pessoas que sabem abrir o computador e buscar os dados”, disse o líder do PSB na Casa Legislativa.

Para Serafim, não há desculpas para atraso no pagamento dos profissionais da Saúde, que estão há mais de quatro meses sem receber seus honorários. O deputado também mostrou preocupação com a saída de mais de 500 médicos de Manaus, segundo informações do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CMR-AM), por falta de pagamentos.

“Esse gesto não é em relação a nós, deputados. É em relação aos profissionais da Saúde. Sem profissional não vai funcionar nada. Ministério da Saúde poderia mandar um número maior de respiradores, mas quando você não dispõe de profissionais e desses espaços para operar esses respiradores, fica complicado. Esse foi um grande erro e o governo do estado tem que reconhecer isso”, lamentou o deputado.

Pacto – Serafim Corrêa ainda reiterou a necessidade de um Pacto de Governança entre os Poderes no Amazonas para encontrar soluções para o combate à pandemia causada pela Covid-19.

“É hora dos presidentes da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, além do prefeito de Manaus e do governador do Amazonas se unirem e dialogarem para encontramos um entendimento.  Entendo que é hora de desarmar os espíritos”, sugeriu.

Com informações da assessoria do parlamentar.