Com atividades suspensas, profissionais fazem manifestação para cobrar retorno do setor turístico no AM

Foto: divulgação

Profissionais do setor turístico realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (13), em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O setor foi um dos mais afetados desde o início da pandemia no Estado em março do ano passado, e por isso cobram dos deputados estaduais uma solução econômica com urgência. Com panelas e cartazes, os manifestantes criticaram a medida do Governo do Amazonas em abrir bares, restaurantes e balneários e manter a proibição de passeios turísticos para evitar a propagação do coronavírus.

Conforme pesquisa realizada em pela Rede Observatório de Turismo da Universidade do Amazonas em parceria com a Amazonastur, em 2020 o setor apresentou uma redução de 72% do faturamento das agências de turismo e de 70% nas áreas de hospedagem.

De acordo com o representante da categoria, Enilson Mesquita, o objetivo da manifestação é estabelecer um diálogo com os deputados e com o governador do Amazonas, Wilson Lima, com objetivo de encontrar soluções para o retorno das atividades econômicas do setor de turismo.

“Todos aqui são profissionais da área de turismo, nós temos aqui do guia de turismo a camareira. Todos nós precisamos do nosso trabalho! É inadmissível que se abra para restaurantes, bares, balneários, shopping center’s e o turismo permaneça parado”, disse Enilson Mesquita.

Amparo para a categoria

Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem amparo do Estado enquanto durarem as medidas de prevenção à covid-19. “A mesma lei que ampara a cultura ampara o turismo, e nós estamos aqui, exigindo que os deputados e que o governador se manifeste e venha falar conosco. Nós só queremos voltar ao nosso trabalho”, afirmou Enilson Mesquita.

A manifestação pacífica foi planejada para ter poucas pessoas para evitar aglomerações e risco de contaminações por Covid-19. A Polícia Militar está presente no local para garantir a segurança dos manifestantes e do Órgão público. Até o momento da publicação desta matéria nenhum parlamentar havia saído da Aleam para conversar com a categoria.