Com Bolsonaro, FAB apresenta 1º caça sueco encomendado no governo Dilma 

Imagem: Lúcio Rila/Ishoot/Estadão Conteúdo

A FAB apresenta hoje (23), durante comemoração do Dia do Aviador, a aeronave multimissão F-39E Gripen, caça de origem sueca que estava em processo de desenvolvimento e fabricação desde 2019. A solenidade, realizada em Brasília, conta com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O modelo é a primeira entrega dos 36 aviões que o Brasil encomendou da empresa sueca Saab em 2014, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O investimento feito pelo governo foi de R$ 24 bilhões, financiados em 25 anos.

O caça será empregado em atividades realizadas no setor industrial brasileiro dentro de um programa especial de transferência de tecnologia.

A expectativa da FAB é substituir toda a sua frota atual, composta por caças F-5, de origem norte-americana, pelas aeronaves Gripen. O modelo é considerado mais eficiente, tem baixo custo operacional e capacidade tecnológica avançada, segundo os militares.

O F-39E Gripen realizou seu primeiro voo em território nacional no mês passado. Vindo da Suécia, ele chegou em um navio ao Porto de Navegantes (SC) em 20 de setembro. Dois dias depois, decolou da região sul do país até a planta da Embraer em Gavião Peixoto, em São Paulo.

De acordo com a Aeronáutica, o F-39E Gripen é “a mais moderna e avançada plataforma multimissão atuando na defesa do espaço aéreo brasileiro”. É capaz de voar em uma velocidade máxima de 2.400 km/h —praticamente duas vezes a velocidade do som (1.224 km/h).

Aeronaves multimissão são aquelas que podem participar de confrontos no ar, na terra e no mar. O modelo tem um amplo repertório funcional, com equipamentos que podem atuar na segurança pública, no controle e monitoramento ambiental, na vigilância de fronteiras, entre outras áreas.

“O Gripen aumenta a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira e impulsiona uma parceria que fomenta a pesquisa e o desenvolvimento industrial dos dois países [Brasil e Suécia]”, destaca o ministro da Defesa, Fernando Azevedo.