Com quase quatro meses sem pagamento dos salários, funcionários do Delphina Aziz ameaçam parar

Hospital Delphina Aziz capa

Funcionários da unidade de saúde inaugurada em 2014, por Omar Aziz e José Melo, para ser hospital e, até hoje é só Pronto-Socorro, Delphina Aziz, mais conhecido por Hospital da Zona Norte entraram em contato com o Radar para contar que estão com quase quatro meses sem pagamento dos seus salários e, por isso podem parar suas atividades a qualquer momento.

Segundo explicaram os funcionários, o Pronto Socorro Delphina Aziz não é administrado pelo Governo do Estado, mas sim por uma empresa de São Paulo, a Imed – vocês sabiam disso, gente? Eu não! A empresa alega não estar recebendo há meses do Governo do professor José Melo e, por isso, não estaria pagando a cooperativa médica Coorperclin que, por sua vez, usa a mesma justificativa para não pagar os funcionários. Eles pediram para que suas identificações fossem resguardadas porque o que está acontecendo no Dephina Aziz estava sendo mantido em sigilo, até mesmo com ameaça de demissão, caso a situação se tornasse de conhecimento público.

Eles disseram ainda, que uma paralisação de protesto estava marcada para esta segunda-feira (25) mas que o secretário de Saúde, Pedro Elias entrou em contato com a direção da empresa que administra o Pronto Socorro – que o Governo teima em chamar de hospital – e prometeu repassar hoje pelo menos 20% da dívida acumulada. O secretário teria assegurado ainda que, na quinta-feira desta semana (28), outra parcela da dívida será paga. Mais uma vez, a paralisação teria sido suspensa por conta das promessas feitas pelo secretário.

Após o contato feito pelos funcionários do Delphina Aziz, o Radar teve certeza do que já desconfiava. Eles contaram que a unidade de saúde até hoje não tem centro cirúrgico e os 300 leitos alardeados pelo governador professor José Melo, não teria passado de lambança em campanha política para se reeleger. “O Delphina atua apenas como Pronto Socorro onde são feitas pequenas intervenções cirúrgicas, como sutura em um corte. E tem ainda pediatria e clínica geral. O resto é só propaganda do Governo”, diz um dos funcionários. (Any Margareth)