Com saída da Petrobras, Braga alerta que AM precisa se tornar atrativo para novos investimentos

Divulgação assessoria

Neste sábado, após o anúncio de que a Petrobras colocou a venda o Polo de Urucu, no Amazonas, o senador e ex-governador Eduardo Braga (MDB), alertou que o Estado está sob ameaça de perder futuros empreendimentos na indústria de óleo e gás.

Para ele, o Governo do Estado deve construir, urgentemente, um plano estratégico para mostrar ao mercado financeiro a importância de atrair investimentos nacionais e internacionais para a bacia produtiva de Urucu.

O senador explicou que, com a medida da Petrobras de deixar o Amazonas, o Estado precisa se mostrar mais atrativo para futuros investidores, “sob pena de não termos investimentos” na indústria de óleo e gás, que representa um percentual significativo no Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Desinvestimento

Braga afirmou que, desde 2010, a Petrobras iniciou o processo de desinvestimento no Amazonas, que começou com a venda da operação do gasoduto Urucu/Manaus, hoje administrada pela empresa francesa Engie.

A companhia também colocou à venda a Refinaria de Manaus Isaac Sabbá, um dos mais importantes patrimônios na macroeconomia do Estado. “E, agora, não é surpresa, anuncia que está vendendo toda a bacia produtiva gasífera, que envolve Urucu e obviamente as suas reservas de gás no Estado”, disse Braga.

Segundo ele, a falta de investimento da Petrobras no Amazonas deixou a Refinaria de Manaus desatualizada tecnologicamente e que, atualmente, está fazendo com que o petróleo que produzido em Urucu – que é um produto leve e de alta qualidade – seja levado para ser refinado na Bahia.

“Enquanto isso, dois grupos empresariais do setor, importam derivados de petróleo de Houston, Georgetown, Kuait e Iraque e vendem aqui no Amazonas. Mas essa operação é ruim para a geração de emprego, renda e o arranjo macroeconômico”, observou o senador.

Com informações da assessoria de imprensa