Com salários atrasados há três meses, 62 motoristas de ambulâncias e 120 técnicos de enfermagem ameaçam parar

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A empresa que deveria ter pago não só os 62 motoristas das ambulâncias, assim como 120 técnicos de enfermagem que fazem parte das equipes de socorro e remoção de acidentados, é a Salvare, apontada pela Polícia Federal como participante de um esquema criminoso que desviou mais de R$ 120 milhões da saúde pública do Amazonas. Esses profissionais da área de saúde alegam que estão há três meses sem receber e que pretendem paralisar as atividades esta semana por falta de pagamento dos seus salários. A denúncia foi levada à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 19 de outubro, durante audiência entre representantes da categoria com a deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB).

“A situação é insustentável e a tendência é que a remoção dos acidentados seja paralisada nos próximos dias caso o Governo não faça os pagamentos dos trabalhadores. A saúde pede socorro e os condutores de ambulância também”, advertiu o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias do Amazonas, Manoel Araújo Lima

De acordo com Lima, atualmente 62 ambulâncias da Salvare estão a serviço da Secretaria de Estado da Saúde (Susam). Além dos condutores, as equipes de remoção e socorro contam ainda com mais 120 técnicos de Enfermagem. Todos vivem o mesmo drama de não receber os salários em dia.

No encontro, a deputada Alessandra se comprometeu em levar o assunto à tribuna do Parlamento Estadual na sessão desta quinta-feira, 20 de outubro. Maior crítica da gestão governamental na área da saúde, Alessandra também vai colher toda a documentação para enviar o caso ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público do Trabalho. A reunião também teve acompanhamento da assessoria do deputado estadual José Ricardo Wendling (PT).