Com salários atrasados, servidores da Educação vãos às ruas em Tapauá; professor-presidente da Câmara emudece

Protestos Tapauá solda

Nesta quinta-feira (14), funcionários da Prefeitura de Tapauá da área de educação foram às ruas em protesto contra a administração do prefeito Almino Gonçalves (PSD). Professores, monitores, e demais funcionários das escolas do município reclamam até três meses de salários atrasados. Os professores não receberam no mês de março. Servidores públicos de outras áreas também estão com salários atrasados.

Servidores com salários atrasados tem sido uma constante na administração de Almino Gonçalves. Com a intercessão do juiz da cidade e do promotor do MPE em Tapauá, o prefeito já se viu obrigado a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo a pagar os salários atrasados dos funcionários públicos, correndo o risco inclusive de ser afastado do cargo, mas ele deu um “não tô nem  aí” pra Justiça e pro MPE, e nem por isso foi punido.

A cidade de Tapauá vive em constante caos administrativo, com precariedade em todos os setores da administração pública, principalmente saúde e educação, mas nenhum órgão estadual de fiscalização das administrações públicas toma uma medida efetiva para enquadrar o prefeito Almino Gonçalves legalmente – sinônimo de que ele faz o que quer e ninguém faz nada. Já que Almino Gonçalves sequer está na cidade, – como de costume – os manifestantes foram até a Câmara Municipal de Tapauá em busca de apoio. Mas o Legislativo municipal que, por função constitucional tem o direito e o dever de fiscalizar os atos do Executivo, parece não estar nem um pouco preocupado com a situação dos servidores da Educação do município.

Quase não aconteceu sessão plenária por falta de vereadores. Estavam na Câmara, por livre e espontânea vontade apenas 4 vereadores dos 11 parlamentares da Casa Legislativa. Para que a reunião fosse realizada dois vereadores tiveram que ir por pressão feita pelos manifestantes que foram buscá-los em suas casas. Fizeram parte da reunião os vereadores  Paulo Adinael (presidente), Antonio Veríssimo,  Epaminondas,  Gibson (Lálá) e mais o vereador Oziel Freitas e Edicleide, que foram levados para a reunião, como diz o povo ironicamente, por livre e espontânea pressão.

Não compareceram os veadores, Antônio Eliano (está viajando), Pedro Meneses (está operado), e os sumidos José Pessoa (Cacá), Antônio Dias e Manoel Gomes, que não justificaram suas ausência. Durante a sessão plenária, houve a manifestação da tribuna da Casa do delegado sindical Roberto dos Santos Campos que apelou aos vereadores para que cumpram seu dever e tomem uma providência quanto ao pagamento de salário dos trabalhadores por parte da Prefeitura. O presidente da Câmara de Tapauá – acredita que ele é professor, gente? – vereador Paulo Adinael de Almeida, entrou mudo e saiu calado ou, na linguagem popular, comeu abiú. Ele não disse uma palavras aos servidores sobre alguma atitude que o Legislativo vá tomar em defesa dos funcionários públicos – sabe o que faz meu povo?, minha gente? Passem abiu na mão na eleição de outubro e cola na tecla da urna que tem a palavra deletar!

Após o término da reunião, os profissionais da educação saíram em caminhada pela cidade. Segundo eles, a partir desta quinta-feira, só haverá meio período de aula nas escolas do município e, se não sair pagamento dos salários, haverá paralisação total das atividades escolares em Tapauá. (Any Margareth)

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