Com uma saúde pública caótica, Governo de Melo gasta R$ 41 milhões para pagar plano de saúde

Não significa que não se fique feliz ao ver os servidores da área de educação do Estado tendo direito a plano de saúde. Eles são merecedores disso e muito mais, como por exemplo, ter uma remuneração que lhes desse o direito de pagar um plano de saúde de suas livres escolhas. A questão é que é, no mínimo, esquisito – pra não classificar de coisa pior, né mesmo gente? – o Governo do professor Melo ter R$ 41 milhões para pagar anualmente para uma empresa operadora de plano de saúde, a Hapvida, enquanto nos hospitais públicos não há recursos para nada.

Segundo relatório feito pela Defensoria Pública do Estado (DPE) nos hospitais da cidade falta até gaze para um simples curativo, não há remédios, exames estão suspensos e cirurgias também. A situação é caótica. A saúde pública foi nominada pela DPE como “atendimento medieval” e “negligência criminosa”.

E o Governo do professor Melo ainda fez o maior alarde na imprensa local do contrato de R$ 41 milhões com a Hapvida para que 29 mil servidores da Secretaria de Estado de educação (Seduc) tenham plano de saúde, numa visível demonstração de que, pelo menos eles, estão “salvos” do sistema de saúde pública do Estado.

Na manhã desta segunda-feira, 28, a Seduc fez, o que ela própria denominou, de entrega simbólica das carteiras do plano de saúde Hapvida para os servidores da educação. A entrega das carteiras aconteceu no hall da sede da Seduc, no Japiim 2, zona sul de Manaus, com direito a pose pras fotos do titular da pasta, Algemiro Ferreira Lima, do secretário executivo da Seduc, Otaíde Picanço, além do diretor da Hapvida, Ricardo Medeiros e representantes das coordenadorias distritais da capital e interior. E, logicamente, como não poderia faltar nas fotos oficiais, professores sorrindo enquanto recebiam a carteira “simbólica”! (Any Margareth)