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Começou cedo o porradal eleitoral! – mas quem for podre que se quebre, né gente?

Longe de mim dizer que a matéria do Fantástico desse domingo, 8 de abril, não seja verdadeira. Óbvio que é verdade! Mas não há como não notar que ela também é sintomática: o porradal que acontece em todo período eleitoral começou bem cedo, antes mesmo das convenções partidárias e das definições de candidaturas.

Foi só Omar Aziz se assanhar em ser candidato ao Governo do Estado e botar a cabeça, que estava “mergulhada” até agora, pra fora d´água, que levou pedrada. A matéria apontou um colunista social e, o mais sério dessa história, membros do Judiciário amazonense – aqueles que chegam a ganhar R$ 100 mil reais num mês, somando salário e mais um monte de “penduricalho” – se beneficiando de dinheiro público pra fazer tratamento médico num dos melhores e mais caros hospitais do País, o Sírio Libanês, em São Paulo – e nem se acham suspeitos de julgar processos em que uma das partes é o Governo do Estado!

Segundo a matéria, o Sirio Libanês recebeu dos cofres públicos do Amazonas, entre os anos de 2012 a 2017, R$ 4,5 milhões.

Mas, o que ficou batucando aqui na minha cabeça é: qual a novidade disso? Em todas as administrações os “amigos do rei” têm o que querem na hora que bem entendem, não importando quanto custe. Quer ver um exemplo, o Governo do Estado tem lotados em suas secretarias sobrenomes bem conhecidos, parentes de membros do Legislativo e do Judiciário. E vá você publicar alguma coisa, como fiz na matéria sobre o cabidezão de emprego de Melo, que tiram a matéria do ar, através de uma decisão liminar e ainda te processam por calúnia e difamação, com pedido de indenização por danos morais. Pode, meu povo?

E nem sei o que é pior, se beneficiar os amigos do rei, ou colocar toda a sua árvore genealógica, até a terceira e quarta geração, sem contar com os “parentes” só por afinidade, ganhando gordos salários dos sofres públicos.

Mas, podem esperar minha gente, que vai tudo vir à tona. A matéria desse domingo do Fantástico é apenas o começo de um período eleitoral pra lá de conturbado, onde o que não vai faltar é porradal pra todo lado, mas como diz o dito popular: quem for podre que se quebre, né mesmo?