Comida da Polícia: PM contrata empresa sem licitação por R$ 9 milhões em três meses

Tropa e Melo

Após anos de denúncias das mais escabrosas, como por exemplo, servir comida com larvas e insetos para crianças em escolas do Estado e para policiais nos quartéis da PM, enfim o Governo do Estado não prorrogou contrato com a empresa Ripasa, como era de costume. Mas, novamente, sem qualquer processo de concorrência pública, decidiu contratar a empresa G.H Macário Bento para fornecer a alimentação dos quartéis da Polícia Militar, por R$ 9 milhões, por três meses, “podendo ser prorrogável por igual período”. (ver publicação no final da material)

A Comissão Geral de Licitação (CGL) do Estado deu parecer favorável à dispensa de licitação alegando “caso de emergência ou de calamidade pública” – depois de meses deixando policiais com fome ou comendo alimentos com insetos. Quem assina a contratação, através de portaria, é o coronel Marcus James Frota Lobato, no mesmo dia, 11 de maio, em que anunciou seu afastamento do comando da PM por estar sendo investigado por homicídio e corrupção eleitoral.

Os apelos dos deputados PMs Cabo Maciel e Platiny Soares, membros da bancada de sustentação do governador na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) não foram ouvidos. Eles defendiam a adoção do ticket alimentação para os policiais como ocorre com outros servidores públicos, argumentando que isso iria garantir que o policial militar não ficasse sem alimentação e que a medida não iria onerar os cofres públicos.

Milhões a mais  

Caso o Governo do Estado utilize a premissa que está na portaria possibilitando constantes prorrogações no contrato, como fazia com a Ripasa, isso vai significar um acréscimo anual de R$ 10 milhões em comparação com o último contrato já que R$ 9 milhões em três meses, significam R$ 3 milhões por mês, resultando em R$ 36 milhões por ano – sem choro de crise, desta vez.

Com o discurso de corte de gastos do Governo, Melo reduziu em R$ 2 milhões o contrato anterior com a empresa Ripasa que era de R$ 28 milhões, passando para R$ 26 milhões – com choro de crise, desta vez. Ou seja, a Ripasa recebia mensalmente R$ R$ 2,1 milhões e a G.H Macário Bento terá ganho mensal de R$ 3 milhões – em contrapartida o Governo de Melo cortou o ticket alimentação dos servidores públicos – com choro de crise! (Any Margareth)

DOC PM