Comissão criada pelo prefeito Artur Neto teria sido a responsável pela paralisação da categoria nesta sexta-feira, afirma Josildo Oliveira

josildo oliveira

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Josildo Oliveira, disse que a paralisação dos trabalhadores da Global Green na manhã desta sexta-feira se trata de um grupo dissidente ao movimento da categoria. “Queria ver o prefeito Arthur Neto ir lá na garagem agora e resolver a questão da greve.  Quem está liderando a paralisação é a tal comissão criada pelo prefeito. Se fossemos nós, ele estaria chamando a gente de baderneiros”, disparou o sindicalista. No ano passado, diante das paralisações feitas pelos rodoviários por causa do não pagamento de direitos trabalhistas pelos empresários, e com o claro intuito de enfraquecer o poder do sindicato sobre a categoria, o prefeito Artur Neto criou, através de decreto, uma comissão com a participação de rodoviários e com representantes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), segundo ele, para negociar as reivindicações da categoria com a Prefeitura e os empresários.

De acordo com Josildo, o grupo da comissão do prefeito acha que pode fazer greve de qualquer jeito. “Eles acham que vão se dar bem. Não vamos apoiar esse tipo de coisa”, garantiu. “Era pra ter sido julgado em maio, mas foi remarcado para hoje (sexta-feira 7). Eles alegaram que dissídio não estava na pauta. Não há motivo algum para terem feito a paralisação”, afirma Josildo, informando que o dissídio coletivo está sendo julgado pelo Tribunal nesta sexta-feira.

Greve do transporte coletivo

Os moradores da Zona Leste de Manaus foram pegos de surpresa na manhã desta sexta-feira. Trabalhadores da Global Green, empresa de ônibus que atende a maior zona capital amazonense paralisaram as atividades e deixaram mais de 260 mil usuários do transporte coletivo sem transporte.

Os rodoviários resolveram paralisar depois que forma informados do adiamento da reunião que trataria do dissídio 2014/2015 da categoria, eles cobram ainda melhorias trabalhistas e entre o pagamento de horas extras dos dias trabalhados no primeiro e segundo turno das eleições.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirma que o movimento é ilegal.

Fonte: Fato Amazônico