Anúncio

Comissão de Finanças da Assembleia rejeita emendas que garantiam direitos aos servidores da Segurança

Josué Neto votou contra e Alessandra Campêlo votou a favor

Emendas que garantem direitos aos servidores da Segurança Pública como auxílio fardamento para policiais e bombeiros militares, assim como as promoções dos Policiais Militares e o pagamento da quarta parcela do escalonamento da Polícia Civil, foram rejeitadas pela comissão de Finanças da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Para Alessandra Campelo, autora de emendas que contemplavam benefícios para os trabalhadores da Segurança Pública, “a questão política e partidária venceu a legislação e o bom senso. A votação do parecer final do relatório da Comissão de Finanças sobre a Lei Orçamentária Anual de 2018 aconteceu na manhã dessa segunda-feira (11) com a presença dos deputados Josué Neto, Belarmino Lins, Adjuto Afonso, Alessandra Campêlo e Sabá Reis.

Na apreciação do relatório, apenas Alessandra e Sabá manifestaram apoio às demandas dos servidores da Segurança Pública. Na avaliação da deputada, a derrubada das emendas foi uma decisão política e não técnica, pois os pedidos da categoria estão contemplados na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

“A decisão de vetar as emendas coletivas que beneficiavam os trabalhadores da Segurança Pública foi política e não técnica. O pedido não é grande, os valores não são muito altos, estão dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal e dentro do que já foi negociado com o governador e o vice-governador. Além disso, tem previsão legal e tem, inclusive, algumas decisões judiciais a esse respeito”, avaliou Alessandra.

Para a líder do PMDB, a decisão da Comissão de Finanças ainda poderá ser revertida no plenário da Casa. Ela conclamou as entidades de representação dos servidores a procurarem tanto o governador Amazonino Mendes quanto o vice-governador e secretário de Segurança Bosco Saraiva.

“Agora a gente vai precisar da mobilização e da presença de todos os servidores da Segurança Pública e de outras áreas para lotar a galeria do plenário. Mas eu acho que antes os sindicatos e associações devem procurar o Governo do Estado para tentar chegar a um acordo”, completou a deputada.