Comlurb recolheu cerca de 50% menos lixo que em réveillons anteriores de Copacabana

Em 2019, foram recolhidos mais de 340 toneladas de lixo após a festa da virada em Copacabana. Como havia menos lixo, o trabalhos dos garis terminou às 9h, com a lavagem da pista da Avenida Atlântica.

Após a virada do ano, agentes da Comlurb realizam limpeza na Praia de Copacabana na manhã deste sábado (1°) — Foto: Alba Valéria Mendonça / g1

Sem shows, com tempo chuvoso e público menor durante a queima de fogos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, a Comlurb recolheu 167 toneladas de lixo da orla na manhã deste sábado (1°), que é 50% que a média de outros réveillons.

Em 2019, foram recolhidos mais de 340 toneladas de lixo após a festa da virada em Copacabana. Como havia menos lixo, o trabalhos dos garis terminou às 9h, com a lavagem da pista da Avenida Atlântica, que foi reaberta ao trânsito neste horário.

Ao todo, 320 toneladas de lixo foram recolhidos em 10 pontos principais da cidade, enquanto a média de anos anteriores à pandemia era de 750 toneladas.

A Operação Réveillon em Copacabana, na Zona Sul do Rio, contou com 1.355 garis e apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas, e 16 equipamentos (pás mecânicas).

mais de 4 mil garis trabalharam na limpeza dos 10 pontos da cidade, além de 181 caminhões, 18 pipas d’água e 31 equipamentos.

“Por causa do tempo chuvoso, tem muito menos gente na areia e os garis e as pás mecânicas estão trabalhando muito mais facilmente. E a estratégia de colocar 1300 caixas metálicas de 1200 litros no calçadão ao invés dos contêineres laranjas deu muito certo. Estamos percebendo que as caixas estão cheias e tem muito menos lixo no chão e na areia”, explicou o presidente da Comlurb, Flávio Lopes.

Por volta das 7h30 garis já tinham recolhido a maior parte do lixo na orla de Copacabana — Foto: Alba Valéria Mendonça / g1

Por volta das 7h30 garis já tinham recolhido a maior parte do lixo na orla de Copacabana — Foto: Alba Valéria Mendonça / G1

A limpeza da orla da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, contou com 859 garis, que trabalham com o apoio de 35 veículos e três equipamentos. No Recreio são outros 851 agentes, com apoio de 20 veículos e dois equipamentos.

O trabalho de limpeza também é realizado em outros pontos da cidade como Parque Madureira, Igreja da Penha, Praça Moça Bonita, em Bangu, Piscinão de Ramos, Praia de Sepetiba, Ilha do Governador, Ipanema, Leblon, São Conrado e Arpoador.

Trabalho de limpeza da Comlurb na Praia de Copacabana na manhã deste sábado (1°) — Foto: Alba Valéria Mendonça / g1

Trabalho de limpeza da Comlurb na Praia de Copacabana na manhã deste sábado (1°) — Foto: Alba Valéria Mendonça / g1

Praia não ficou lotada

Nesse réveillon, as medidas tomadas pela prefeitura para evitar grandes durante a queima de fogos em Copacabana deram certo. Na noite desta sexta-feira (31), o público não lotou a praia como de costume.

Além da circulação reduzida no transporte público, a chuva que caiu insistentemente nos últimos dias do ano também foi uma aliada: muita gente desistiu na última hora, por conta da previsão do tempo.

Durante a festa da virada em Copacabana, quatro pessoas foram esfaqueadas e um homem foi preso.

Depois de um ano sem a festa tradicional por conta da pandemia de Covid-19, quem persistiu no plano de aproveitar a queima de fogos na praia não se arrependeu.

Queima de Copacabana vista do Cristo — Foto: Fernando Maia / Prefeitura

Queima de Copacabana vista do Cristo — Foto: Fernando Maia / Prefeitura

À meia-noite em ponto, as 10 balsas, posicionadas a 450 metros da areia, lançaram 15 toneladas de fogos artificiais que iluminaram o céu com cores e formas, durante 16 minutos, com boas-vindas para o ano de 2022.

O show pirotécnico foi acompanhado pelo set de música brasileira do DJ MAM, que animou o público nas 25 torres de som espalhadas pela Avenida Atlântica.

Copacabana e o show de luzes no céu — Foto: TV Globo

Copacabana e o show de luzes no céu — Foto: TV Globo