Como Melo ordenou, comando da PM tira policiais das ruas e transforma em agentes carcerários desarmados

O Radar teve acesso a documentos (ver documentos no final da matéria) dos comandos de policiamento metropolitano da PM onde os comandantes desses quartéis determinam o destacamento de policiais militares que irão atuar nos presídios da capital, conforme determinação do governador José Melo, anunciada ontem, segunda-feira 2 de janeiro, em entrevista coletiva.

Nas chamadas Ordens de Serviço, os comandantes determinam a quantidade de policiais que serão retirados das Companhias Interativas Comunitárias (Cicom), consequentemente do policiamento dos bairros da cidade, para “apoiar por dois meses o batalhão da Guarda nas atividades inerentes aos presídios de Manaus”.

No Boletim Geral (BG) da PM, o comando determina ainda que os PMs devem entregar o armamento utilizado nas ações de policiamento. “Determino que a partir desta data o policial militar movimentado deverá devolver a arma e as munições da PMAM que tiver como carga à OQP detentora”

O Radar procurou saber o motivo para tal ordem de policiais militares terem que ser desarmados e, segundo explicação dada por membro da própria PM, a explicação é que Lei Federal determina que agentes carcerários não podem fazer uso de arma de fogo em contato com detentos nos presídios.

Em outras palavras, de um lado, a população terá menos policiais nas ruas para garantir sua segurança e, de outro lado, o Policial Militar que sequer viu o Governo de Melo cumprir a Lei das Promoções ainda terá que servir de agente carcerário, sem direito nem mesmo a portar arma para sua segurança e de sua família. E esses PMs farão um serviço para o qual duas empresas (Umanizarre e Conap) receberam mais de R$ 1 bilhão de 2010 a 2016, R$ 400 milhões só no ano passado  do Governo de Melo. (Any Margareth)