Complexo regulador atua com déficit de médicos, afirma vice-governador

Vitor Souza/Susam

O Complexo Regulador do Amazonas que atende a rede estadual de saúde atua com déficit de médicos e precisa de reforço em sua equipe. Dos 24 profissionais necessários, a unidade opera apenas com 16. A constatação foi feita pelo vice-governador e secretário estadual de Saúde (Susam), Carlos Almeida Filho, após visita realizada no complexo, nessa terça-feira (08).

“O Complexo Regulador é essencial para o funcionamento da saúde pública, porque passa por aqui toda a organização e gerenciamento da rede estadual na oferta de consultas e de outros procedimentos mais complexos demandados pela população”, disse o secretário estadual ao destacar a importância do bom funcionamento do local para a assistência em saúde adequada à população.

Durante a visita, Carlos Almeida também identificou a necessidade de melhorias estruturais na área de Tecnologia de Informação nas unidades de saúde da capital e do interior.

“É necessária a organização e normatização de todas as unidades, não só de Manaus, para a obediência estrita da regulação, para que não se permita filas paralelas que continuam acontecendo, e que causam prejuízo ao atendimento”, declarou o titular da Susam.

Para o secretário, com a oferta de serviços e de profissionais ampliada, e com o Complexo Regulador operando com sua estrutura adequada, será possível oferecer uma assistência em saúde melhor à população. “Esse é o objetivo da nossa gestão desde o primeiro dia do governo. Atender melhor cada cidadão do Amazonas”, disse Carlos Almeida.

Ausência de pacientes

Após a conversa com técnicos do Complexo Regulador, Carlos Almeida apontou, ainda, a necessidade de combater o absenteísmo de pacientes (não comparecimento no dia do procedimento marcado), que chegou a um índice de 40% em 2018. Ou seja, a cada dez solicitações com procedimentos agendados, quatro não são realizados pela ausência do paciente.

“É necessário um controle e comunicação muito forte com os usuários para evitar o chamado absenteísmo. De acordo com o informado aqui pela regulação, chega a 40%. Traduzindo: em torno de 40% dos agendamentos feitos não são realizados por conta do não comparecimento dos pacientes”, disse o secretário.

Com informações da assessoria da Susam.