Comunidade acadêmica da UEA de Tefé vai às ruas protestar pela falta de estrutura da universidade

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Mais de duzentos manifestantes entre professores, acadêmicos e funcionários, membros da comunidade acadêmica do Centro de Estudos Superiores de Tefé – CEST/UEA enfrentaram a chuva e foram às ruas nesta quinta, 27, entre 9h e 11h, protestar contra o descaso do governo e das demais autoridades competentes do AM em relação à demora na ampliação do espaço físico e na melhoria dos serviços de internet na unidade de ensino.

O prédio tem apenas 13 salas de aula, uma área de convivência, 3 laboratórios mal equipados e uma biblioteca em condições precárias, para atender a quase 2 mil alunos, 77 professores, 32 técnicos administrativos, com atividades de ensino, pesquisa e extensão. Sem espaço, professores prestam atendimento aos alunos em casa. O serviço de internet cada vez piora, com a implantação de novos cursos e aumento das atividades. Já não atende nem às necessidades dos professores. Por isso, as atividades acadêmicas são sempre prejudicadas.

A ampliação da área física do CEST possibilitaria melhor infraestrutura e a implantação do restaurante universitário – RU, prometido pela gestão da Universidade do Estado do Amazonas – UEA.

Apesar de repetidas reivindicações à reitoria, a obra de ampliação já está na terceira licitação, desde 2013, e continua sem data para iniciar a obra, sendo que os recursos acima de 5 milhões de reais há muito tempo já estão alocados, segundo a própria reitoria.

Essa falta de infraestrutura adequada só compromete o desenvolvimento e a qualidade das atividades acadêmicas e da educação no CEST/UEA.

Insatisfeito, a comunidade acadêmica se mobilizou a partir de uma assembleia, e foi às ruas. Caminhou do CEST até a sede do ministério público, onde protocolou uma ação coletiva, denunciando o fato e pedindo providências. No percurso, conduzindo faixas e cartazes de protesto, com afirmações como “reitor chega de enrolação começa logo a construção”, “promessas não trazem livro, não enchem barriga e não melhora a internet”, distribuíram à população uma carta aberta, descrevendo a indignação por conta das condições de trabalho naquela unidade acadêmica, e pedindo apoio à sociedade apoio no que estão pleiteando por educação de melhor qualidade.

Após protocolarem o documento no ministério público, os manifestantes fizeram parada em duas praças públicas para fazer panfletagem e discursar aos transeuntes.

Neste sábado, 29, os professores deverão realizar nova assembleia, contendo na pauta encaminhamentos sobre a continuidade das mobilizações em prol da ampliação do espaço físico e de internet de melhor qualidade no Centro de Estudos Superiores de Tefé.

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