Condenado pela Justiça por desvio de verba pública, irmão do prefeito de Manaquiri é coordenador de campanha do candidato oficial

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Como se não bastasse, o município de Manaquiri estar abandonado a própria sorte, o prefeito Guina Pureza parece achar que está acima da lei. O prefeito não vê qualquer problema de que seu irmão, o ex-prefeito Clodoaldo Martins, condenado a três anos de reclusão, revertidos em serviços sociais à população de Manaquiri, ao invés de estar cumprindo a pena, estar posando de chefe na campanha do candidato oficial.

O irmão do prefeito foi condenado por desvio de dinheiro dos cofres públicos, mas está lá no município atuando como coordenador da campanha do candidato a prefeitura Ney Reis, apoiado por Guina Pureza. A decisão, datada de  31 de maio deste ano, do juiz de Manaquiri, Adonaid Abrantes de Souza Tavares, determina que Clodoaldo Martins devolva R$ 24 mil desviados da prefeitura, na época em que foi prefeito.

De acordo com os autos da Ação Penal nº 0000631-92.2013.0.04.5500, o ex-prefeito Clodoaldo Martins, foi condenado a três anos de reclusão, revertidos em 1095 horas de trabalhos comunitários; a perda dos direitos políticos por oito anos e a devolver R$ 24 mil reais para a prefeitura de Manaquiri, pela compra de um motor MWM 114HP, que nunca foi encontrado na prefeitura.

O desvio de R$ 24 mil foi identificado pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) ao analisarem as contas do convênio nº 58/1997, firmando entre o então prefeito Clodoaldo Martins e a Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas (SEPLAN), no valor total de R$ 255,6 mil reais, para serem investidos em melhorias nas comunidades de Manaquiri.

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O Município de Manaquiri está abandonado pelo poder público, o reflexo pode ser visto nas ruas do município.

“Conforme exposto, em nenhum momento o réu comprovou que o referido motor MWM 114HP tivesse sido efetivamente adquirido, nem incorporado ao patrimônio do município. (…) O réu limitou-se sempre a apresentar alegações evasivas e destituídas de qualquer provas, inclusive reconhecendo em depoimento sua atitude displicente para com o patrimônio público. Fruto da ideia errônea dos governantes de tornarem o dinheiro público extensão do quintal de suas casas”, afirma o juiz  Adonaid Abrantes de Souza Tavares em sua decisão.