Confirmando denúncia do Radar, deputada aponta contratos suspeitos da Seduc com construtoras

alessandra-campeloA deputada estadual Alessandra Campelo (PMDB) disse que, após denúncia feita pelo Radar, determinou que fosse feito o levantamento de todos os contratos do Governo do Estado com as empresas Pafil e Matrix e realmente constatou que a Secretaria de Educação estadual gastou quase R$ 33 milhões em contratos suspeitos para pagamento de aditivos em reformas de escolas.

Alessandra detalhou os pagamentos que ela considera suspeitos. Em 2014, a Matrix recebeu R$ 3 milhões para construir a escola estadual Maria do Céu, no Manoa, Zona Norte de Manaus. Já em 2015, a mesma empresa celebrou um contrato com o Governo no valor de R$ 3,2 milhões, para manutenção de diversas escolas na capital e interior. Posteriormente, a Matrix foi contemplada novamente com outro contrato no valor de R$ 3,2 milhões, genericamente a título de reformas em escolas estaduais.

A Construtora Matrix também abocanhou, segundo a deputada, um contrato de R$ 1,6 milhão, para reforma do Centro Cultural Thiago de Mello, na avenida Grande Circular, Zona Leste de Manaus. A obra deveria ter sido inaugurada em agosto do ano passado e só foi entregue após sete aditivos que aumentaram o valor da obra em 49,71% – o teto estabelecido pela lei é 25%. Além disso, em janeiro deste ano, a Seduc fez um novo contrato de complemento de obra no valor de R$ 1 milhão.

“A reforma que sairia por R$ 1,6 milhão teve acréscimo de R$ 1,8 milhão, ou seja, o custo total foi de R$ 3,4 milhões que é o preço para construir uma escola nova. Esse dinheiro está fazendo falta no plano de saúde dos professores, esse dinheiro está fazendo falta na correção salarial dos professores que o Governo não paga. Isso o Ideb não mostra”, afirmou Alessandra, acrescentando que a melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é mérito exclusivo dos profissionais do setor.