Conselho reconhece Boi Bumbá do Amazonas como patrimônio cultural do Brasil

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reconheceu, oficialmente, o Complexo Cultural do Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins como Patrimônio Cultural do Brasil.O reconhecimento foi dado na noite dessa quinta-feira (8), durante reunião em Belém.

Com a decisão esse será o décimo segundo bem inscrito no Livro de Registro das Celebrações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN).

O Conselho deve se reunir nesta sexta-feira (9) para avaliar a pertinência do tombamento do geoglifo localizado no Sítio Arqueológico Jacó Sá, em Rio Branco (AC), como exemplar das estruturas também conhecidas como tatuagens da terra.

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, antropologia, arquitetura e urbanismo, sociologia, história e arqueologia.

Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Ministério da Educação, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Ministério do Meio Ambiente, Ministérios das Cidades, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Enredo e drama na grande festa do Boi

De acordo com o Iphan, na região Norte, a festa popular do Boi Bumbá se estabeleceu de forma marcante nas regiões do Médio Amazonas e em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), misturando uma série de danças, músicas, drama e enredo que faz o coração dos brincantes e do público pulsar forte e é uma das mais tradicionais e reconhecidas expressões culturais do país.

Com influências das missões jesuíticas, agregando referências indígenas e negras e, também de outras regiões, como o Nordeste, os Bois se caracterizam por fortes elementos marcados na transmissão do folguedo, na construção das identidades sociais e no intenso envolvimento das comunidades na preparação de seus três formatos – Boi de Arena, Boi de Terreiro e Boi de Rua – e dos inúmeros saberes que constituem o chamado Complexo do Boi Bumbá do Médio Amazonas e Parintins.

Com informações do Ministério da Cultura.