Construção civil no Amazonas cresce 0,47% em junho de 2019

A construção civil no Amazonas teve uma variação de 0,47% no custo do metro quadrado em junho, e vem acompanhando o que tem acontecido nos últimos meses; pequenos aumentos, impulsionados praticamente pelo custo dos materiais.

Esses reajustes provocaram o aumento de 1,99 nos seis primeiros meses de 2019, abaixo da inflação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2,23% no mesmo período.

No Amazonas, esse índice apresentou a variação de 0,47% em junho, um aumento de 0,12 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior (0,35%). A variação anual em junho foi 1,99%, ou seja, 0,48 p.p. mais elevado que maio (1,51%). A variação dos últimos doze meses foi 6,71%, ou seja, 0,61 p.p. acima daquela variação registrada em maio (6,10%).

Custo em Moeda Corrente

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 1.131,89, subiu para R$ 1.135,88 em junho, sendo R$ 595,15 relativos aos materiais e R$ 540,41 à mão de obra. No Amazonas, o custo de construção civil, que em maio fechou em R$ 1.100,53, subiu para R$ 1.105,74 em maio, sendo R$ 615,95 relativo aos materiais e R$ 489,79 à mão de obra.

Os dados mostram que o custo médio da construção no Amazonas continua a ser menor do que a média nacional. Em relação às outras 27 unidades da federação, o Amazonas ficou em uma posição intermediária (15ª) entre os maiores valores, com um custo médio de R$ 1.105,74. Santa Catarina ocupou a primeira posição (R$ 1.285,33), Acre ocupou a segunda posição (R$ 1.267,62) e Rio de Janeiro, a terceira posição (R$ 1.256,27). Os menores custos por metro quadrado foram em: Sergipe (R$ 983,96), Espírito Santo (R$ 1.028,87), Alagoas (R$ 1030,16).

Na componente material do custo médio da construção no Amazonas, em junho de 2019, foi maior (R$ 615,95) do que a média nacional (R$ 595,15). Em relação às outras 27 unidades da federação, o Amazonas ficou em uma posição intermediária (12ª) entre os maiores valores. Acre ocupou a primeira posição (R$ 693,80), Distrito Federal ocupou a segunda posição (R$ 687,75) e Rondônia, a terceira posição (R$ 662,78). Os menores custos de material por metro quadrado foram em: Espírito Santo (R$ 535,06), Sergipe (R$ 542,65), Bahia (R$ 556,99).

Já a componente mão de obra do custo médio por metro quadrado da construção no Amazonas, em junho de 2019, foi menor (R$ 489,79) do que a média nacional (R$ 540,73). Em relação às outras 27 unidades da federação, o Amazonas ficou em uma posição intermediária (17ª) entre os maiores valores. Santa Catarina ocupou a primeira posição (R$ 669,97), Rio de Janeiro ocupou a segunda posição (R$ 640,75) e São Paulo, a terceira posição (R$ 632,25). Os menores custos de mão de obra por metro quadrado foram em: Sergipe (R$ 441,31), Ceará (R$ 445,51), Alagoas (R$ 452,44).

Variações

No Brasil, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou variação de 0,35% em junho, subindo 0,24 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (0,11%). A variação anual em junho subiu para 1,97%, significando aumento de 0,36 p.p. em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a variação dos últimos doze meses registrada em junho ficou em 4,25%, ou seja, 0,24 p.p. abaixo daquela registrada em maio (4,49%).

Comparação com outras Unidades da Federação

Em relação às unidades da federação, a maior variação percentual no mês de junho ficou com Pernambuco (2,37%), a segunda maior foi Acre (1,58%) e a terceira, Rondônia (1,41%). O Amazonas com o valor 0,47% ocupou uma posição intermediária (12ª) entre os maiores valores da variação percentual mensal, acima da média nacional (0,35%). As menores variações foram em Ceará (- 0,29%), Alagoas (- 0,24%), Sergipe (- 0,19%).

Com informações do IBGE