Conta feita pelo professor Melo: Menos (-) R$ 1 bilhão para a saúde pública, mais R$ R$ 1 bilhão para pagar empreiteiras = (igual) retirar R$ 880 milhões de investimento no Estado

maquina melo

Fácil dizer quem ganhou nessa conta, né mesmo? Uma conta perversa onde donos de construtoras têm que ser pagos, mesmo que para isso não se pague os fornecedores da área de saúde, mesmo que hospitais fiquem sem remédios, mesmo que cirurgias não sejam feitas por falta de material cirúrgico, e que laboratórios de exames e cooperativas médicas fiquem sem pagamento, e que doentes fiquem na fila da morte. Afinal, nas contas do Governo do professor Melo, isso é o de menos, já que em pleno período eleitoral o que tem que ter mais é dinheiro para pagar determinadas empreiteiras, mesmo que vejamos obras de menos.

E para que as contas do Governo não fiquem no vermelho por conta desse descarado cálculo desumano, e o Governo não se arrisque a levar um processo por improbidade administrativa, não importa  – para o bom e  humilde filho de seringueiro e determinados deputados que deram autorização para o governador – se os fundos de investimento no desenvolvimento do Estado, FMPES (Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas )  e FTI  (Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviço e Interiorização do Desenvolvimento do Estado do Amazonas) vão ficar com dinheiro de menos, ou seria melhor dizer, sem dinheiro nenhum.

Isso significa algo em torno de R$ 880 milhões dos recursos dos dois fundos juntos, conforme cálculo feito por deputados de oposição ao Governo, já que o professor Melo não deu a menor confiança para mostrar esses números e pra fazer essa conta para seus deputados aliados – o que significa que esse valor pode ser maior, né mesmo? E nas contas do professor José Melo – humilde e honesto homem do interior – não importa se lá nas barrancas do Amazonas, os cidadãos interioranos da nossa terra, os mesmos que o professor chamou de semelhantes durante a campanha eleitoral, vão ter dinheiro de menos (pelo visto é nenhum), para a piscicultura, agricultura familiar, turismo, ou para a abertura de suas micro e pequenas empresas, gerando emprego e renda, e realizando o sonho de se transformarem, de humildes homens do interior em bem sucedidos homens de negócios – ideia que o governador que se disse “menino pobre que vendia de fruta na rua” plantou na cabeça do crente eleitor do Amazonas.

E aí me deu vontade de voltar ao passado e fazer um cálculo simples com um número usado pelo próprio governador professor do Amazonas: 90 (neles) noves fora, nada!!!! (Any Margareth)