Convulsão na cidade: pesquisa mostra crescimento de Wilson Lima à reeleição

Foi um negócio de gente se contorcendo pra tudo que é lado, seja de alegria ou de raiva, que fez até euzinha, Any Margareth, fazer uma analogia com um indivíduo tendo uma convulsão. O que levou a isso foi o fato do governador Wilson Lima (PSC) aparecer em uma pesquisa de opinião pública, feita por uma emissora de televisão local, com 15% das intenções de voto do eleitorado do Amazonas, apenas atrás de Amazonino Mendes com 28% – pesquisa estimulada que é quando se apresenta os nomes dos candidatos para escolha do eleitor.

Foi só a notícia do resultado da pesquisa se espalhar, pro meu telefone não parar de fazer barulho com ligações e mensagens de WhatsApp. “Verdade isso, Any?”, perguntavam uns. No que eu respondia: “Como vou saber, amoreco! Num fui eu quem fiz a pesquisa! Não conheço o método de apuração usado e também não tenho conhecimento sobre outros dados pesquisados, como por exemplo, os índices de rejeição de cada candidato, para a partir disso fazer uma análise mais aprofundada do quadro eleitoral”.

Tinha gente que nem esperava eu acabar de falar, pra dizer sua opinião. Se era alguém das hostes governistas, comemorava de lá: “Tá vendo, Aninha, eu te disse que a gente está trabalhando muito, que Wilson vai se recuperar e vamos para o segundo turno. Se do outro lado da linha era algum crítico do governo de Wilson Lima, disparava: “Essa pesquisa é mentira! Foi feita dentro do gabinete do Wilson Lima! Estão querendo induzir o eleitor ao erro aninha!”

Fora os correligionários ou adversários de Wilson Lima, ouvi ainda amigos internautas, seguidores do Radar, que também têm meu contato telefônico. Nem vou dizer palavra por palavra do que disseram por que algumas expressões são impublicáveis. O que posso lhes contar é que, igual a um doente convulsionando, eles estavam babando de ódio. “Será que esse povo do &%[email protected]! esqueceu do inferno que nós vivemos?”, questionavam eles.

Essa é uma das perguntas para a qual Aninha não tem resposta. Quem tem todas as respostas, como de costume, é o povo do meu Estado e é pra ele que eu pergunto: “Afinal, a pesquisa está certa ou está errada, meu povo?”.