Coordenadora de regulação da Susam e diretor da OS do Delphina Aziz se desmentem à CPI da Saúde

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde desta segunda-feira (14), a coordenadora das Centrais de Internação e Urgência do Complexo Regulador do Amazonas, Mônica Melo contrariou o depoimento do diretor-executivo do Intituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) – organização social que gerencia o Hospital Pronto-Socorro Delphina Aziz-, José Luiz Gasparini. Em seu depoimento no dia 28 de agosto, o diretor da OS disse não ser verdade que o INSDH recebia por serviços não prestados ao Estado. Segundo ele, todos os serviços contratados estavam disponíveis e o governo do Estado, não se sabe por qua motikvo, não disponibiizava para a população.

Já a coordenadora de regulação da Susam disse outra coisa em depoimento. Segundo Mônica, o diretor-executivo mentiu ao informar que a OS tinha codições de desponibiizar 100% dos leitos da unidade de saúde, mas a Secretaria de Estado da Saúde só ocupava 50%.

“Para não ser grossa, falarei de forma clara aqui. O Gasparini se equivocou ao dar essa informação sobre a disponibilidade dos leitos do Delphina. Temos todos os e-mails com os mapas das unidades, incluindo os do Delphina. Em todos os mapas repassados pela unidade hospitalar gerenciada pela OS, os leitos apareciam com bloqueio”, declarou Mônica.

Carência de informações

A coordenadora estadual de regulação da antiga Susam, Keila Batista, explicou aos membros da CPI da Saúde, os fatores que podem ter sido a causa dos “bloqueios dos leitos”.

“Só para ficar claro aos deputados, o bloqueio de leitos pode se dar por duas formas: ou o leito foi utilizado por um paciente com Covid-19 e teve que ser bloqueado temporariamente até a completa higienização; a outra forma é quando o leito está reservado para pacientes encaminhados do leito clínico para leito de UTI; ou ainda de pacientes vindos do interior do Amazonas, por exemplo”, detalhou Keila.

Entretanto, a coordenadora ressaltou que a OS não especificava o motivo de bloqueio dos leito. “Não tínhamos qualidade de informações necessárias para definir se os leitos estavam bloqueados, reservados ou de retaguarda. Nós solicitamos várias vezes esclarecimentos e não obtivemos respostas”, ressaltou a coordenadora.

Para convalidar as informações, o técnico de regulação, Felizardo Monteiro, entregou aos membros da CPI, os documentos que comprovavam os relatórios emitidos pela OS que gerenciava o Delphina informando sobre a disponibilidade de leitos.

Confronto

Por conta do desencontro de informações, o presidente da CPI da Saúde, deputado Delegado Péricles Nascimento, solicitou o requerimento de nova convocação do diretor-executivo Gasparini para depor na próxima quinta-feira (17), às 14h.

Além disso, a coordenadora Keila e os técnicos de regulação Mônica Melo, Felizardo Monteiro e Roberto Maia também deverão comparecer na oitiva a fim de esclarecer de fato quem está falando a verdade.

Prorrogação

Após o término das oitivas, Delegado Péricles aproveitou o momento também para informar sobre o requerimento de sua autoria solicitando a prorrogação por mais 60 dias dos trabalhos da CPI da Saúde.

Além de Péricles, os deputados Wilker Barreto, Fausto Júnior e Serafim Corrêa (PSB) se demonstraram a favor do requerimento. Apenas o deputado Dr. Gomes (PSC) se posicionou contrário à prorrogação justificando que a CPI estará ultrapassando o período eleitoral municipal.

O requerimento deverá ser votado na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) nesta terça-feira (15).