COP26: Com medo de “pedrada”, capitão Jair corre pro mato

Eu já vi os que batem no peito e se vangloriam de ser macho alfa fugirem de todo tipo de coisa, principalmente de confrontos violentos, com tiro, porrada e bomba. Normalíssimo né, gente? Afinal, macho alfa num tem peito de aço. Mas como encarar a atitude do capitão bigode grosso, Jair Messias Bolsonaro, aquele que diz que faz e acontece, que esculacha tudo e todos, correr pra se esconder no mato com medo de possíveis críticas e manifestações de protesto à sua política ambiental na COP26, a mais importante conferência sobre o clima do planeta que começou neste domingo (31).

O capitão correu pro mato por causa de “pedradas”, expressão usada pelo próprio vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, para explicar a ausência de Messias Bolsonaro num evento onde estarão os líderes das maiores e mais importantes potências econômicas do mundo. “É aquela história: sabe que o presidente Bolsonaro sofre uma série de críticas, então ele vai chegar em um lugar em que todo mundo vai jogar pedra nele”, disse Mourão.

Bom lembrar que o general Mourão é presidente do Conselho Nacional da Amazônia e foi colocado pelo capitão Bolsonaro como coordenado de ações para redução de desmatamento e das queimadas da região, o que tem tudo a ver com a emissão dos gases do efeito estufa e, consequentemente, com as mudanças climáticas. Mas, pasmem, o general Mourão também não vai para a COP26. Será eu o general também tá correndo de pedrada?

Agora me responde aí quem quiser e puder: quem tem certeza do que acredita e do que faz, tem medo do que o general Mourão chama de pedradas? Pelo jeito o capitão Jair tem!

Ao contrário de outros líderes mundiais que têm a coragem e a habilidade de participar de debates com chefes de outras Nações, para aparar arestas e fechar acordos que sejam bons para ambos os lados, Messias Bolsonaro gosta mesmo é de falar com a plateia invisível das redes sociais, onde pode se sentir o macho alfa, grande líder da manada, constrangendo pessoas, dizendo coisas sem nexo, fazendo umas bravatas e contando muitas mentiras.

Bolsonaro não conseguiria, por exemplo, manter a mentira diante de líderes mundiais de países que fazem monitoramento ambiental com tecnológica de ponta, de que o desmatamento e as queimadas foram reduzidos em seu governo.

O mundo sabe e o planeta tem sentido em suas mudanças climáticas que o desmatamento e as queimadas na Amazônia bateram recordes desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

Nem mesmo uma estimativa de uma pequena queda, de 5%, no período entre agosto de 2020 e julho de 2021, é animadora para o planeta já que os dados desde janeiro deste ano apontam para um novo aumento.

E enquanto o mundo se preocupa com mudanças climáticas que podem se transformar num verdadeiro apocalipse para todo ser que habita o planeta Terra, o capitão Bolsonaro se preocupa apenas com um matinho pra se esconder das “pedradas”.