Corecon entregam carta aberta em defesa da ZFM a governador eleito e parlamentares do AM

Os economistas do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM) irão entregar, nesta sexta-feria (9), uma carta aberta em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) ao governador eleito, Wilson Lima (PSC),à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e aos parlamentares estaduais e federais do Amazonas.

“No atual cenário político, de mudanças de governo, o Conselho precisa se manifestar e sair em defesa do modelo Zona Franca, colocando-se a disposição dos governantes para ajudar a encontrar novas alternativas de desenvolvimento para a região”, afirmam os economistas na carta aberta.

A carta aberta faz parte de um manifesto em defesa da ZFM lançado, nessa quinta-feira (8), na qual os economistas afirmam que é urgente a necessidade de se repensar o atual e único modelo de desenvolvimento do Estado para os próximos 50 anos, corrigindo distorções e promovendo os ajustes em suas dinâmicas operacionais, a fim de finalmente definir a nova matriz produtiva do Polo Industrial de Manaus (PIM) sustentada, sobretudo, pelos recursos da biodiversidade empregados na produção de alimentos, da exploração mineral, do ecoturismo e da bioeconomia e das cadeias produtivas padrão 4.0.

O presidente Corecon-AM, Francisco Mourão Júnior, e seus conselheiros sugerem no manifesto que o Governo do Estado e a Suframa constituam um grupo técnico integrado com vários órgãos e entidades ligadas ao setor, como Inpa, Embrapa, universidades, Fieam/Cieam, Corecon, OAB, Crea, com assessoramento de organizações nacionais e internacionais comprovadamente especializadas, visando elaborar planejamento estratégico norteador de ações públicas e privadas para o Estado e a ZFM, considerando seu novo horizonte de tempo de vigência até 2073.

“Como promover avanços, quando a Amazônia não constitui prioridade nacional?”, questionam os economistas, apresentando no documento propostas concretas visando um salto qualitativo do padrão tecnológico relacionado ao novo modelo que se pretende alcançar.

Dentre as propostas estão: reestruturação do sistema de planejamento do Estado; investimento em planejamento estratégico com perspectiva de curto, médio e longo prazo; aproveitamento da dinâmica internacional em torno da Amazônia; priorização do turismo ecológico em suas múltiplas configurações; e a promoção da governabilidade do sistema de P,D&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inivação), tendo em vista a maximização dos resultados de pesquisas e experimentações já obtidos.

Para os membros do Corecon-AM, o Amazonas deu grande passo com a prorrogação da política de incentivos fiscais vigentes na ZFM, instituída em 27 de fevereiro de 1967, mas eles consideram que essa conquista não pode servir de ‘escudo’ aos crescentes problemas estruturais do modelo, pois os incentivos fiscais, isoladamente, não foram capazes de interiorizar o crescimento econômico, tendo um déficit estrutural real que precisa ser superado.

Com informações da assessoria do Corecon-AM.