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Corona chega às favelas; prefeitura do Rio confirma caso na Cidade de Deus

Foto: reprodução

A Prefeitura do Rio confirmou o primeiro caso de covid-19 em favelas da capital fluminense. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente mora na Cidade de Deus, na zona oeste da cidade.

O caso acende o alerta das autoridades para um temor já revelado anteriormente pelo governador do estado, Wilson Witzel (PSC), e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos): a chegada do coronavírus em comunidades carentes, onde as condições de saneamento, isolamento e higiene não costumam estar alinhadas com as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) para o combate ao coronavírus.

No total, a capital registra 103 casos confirmados e outros 189 suspeitos. O morador da Cidade de Deus infectado pelo coronavírus já encontra-se isolado. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já havia falado sobre as peculiaridades da disseminação do vírus na capital do Rio de Janeiro. “O Rio é uma cidade mais condensada. Temos problema de distância e os espaços são menores. Além do que, há áreas de exclusão social, favelas, áreas de proximidade muito próximas às pessoas, de baixo saneamento e núcleos familiares extensos que vivem dentro de espaços apertados “, disse.

MPF quer proteção às favelas Órgão do MPF (Ministério Público Federal) voltado à proteção dos direitos humanos, a PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) pediu, na última semana, que o Ministério da Saúde informe até a próxima terça-feira (24), quais medidas estão sendo adotadas para a prevenção ao novo coronavírus e no atendimento às populações que moram em favelas e periferias do país. O pedido de informações é assinado pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat. No documento, a Procuradoria afirma que favelas e periferias apresentam alta densidade populacional, casas muito próximas e limitações estruturais para garantir o isolamento adequado em casos de contaminação pelo vírus.

Outro ponto que preocupa o MPF é a situação em muitas dessas localidades de saneamento básico precário, pouco acesso à água de qualidade ou falta de água, e poucas unidades de saúde para atendimento da população.