Covaxin e Sputnik V: Anvisa aprova importação e uso das vacinas no Brasil

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou a importação e o uso das vacinas Convaxin e Sputnik V no Brasil. A avaliação ainda esta sendo feita pela agência reguladora. “Destaco que fica autorizada a importação excepcional e temporária do seguinte quantitativo, correspondente a doses para imunização de 1% da população nacional, dentro do cronograma enviado pelo Ministério da Saúde: 4 milhões de doses”, disse Alex Machado Campos, diretor da agência.

A maioria do colegiado da Anvisa aprovou o imunizante russo. Os cinco diretores forma a favor, porém, os três pareceres técnicos deverão fazer alguns apontamentos ainda hoje.

Há duas semanas, mais informações sobre a Sputnik V foram entregues pela União Química (representante no Brasil) e também pelo Fundo Soberano Russo (responsável por disponibilizar o imunizante). O presidente presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres afirmou – nesta ocasião – que a agência “nunca teve apego às questões burocráticas” e que, “sem a inspeção que avalia as boas práticas de fabricação dos insumos vacinais, não é possível atestar as reais condições de fabricação do produto”.

Com isso, ao menos 20 milhões de doses da vacina indiana são estimadas em um acordo de aquisição com o governo federal. Até dado tempo, a Anvisa concedeu registro definitivo às vacinas comercializadas tanto pela Pfizer como Fiocruz.

No entanto, os imunizantes Coronavac, Janssen e Covishield só possuem autorização para o uso emergencial. Ao todo, 17 governadores adquiriram mais de 66 milhões de doses da Sputnik V, caso aprovado o uso emergencial, 37 milhões de doses devem ser entregues ao país ainda neste semestre.