CPI da Pedofilia da ALE pode não ser instalada. Forças ocultas?

O “bolsão” de apostas está cada vez maior e ganhando disparado estão os lances dos apostadores de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) vai ficar mesmo no papel. Apesar de ter a assinatura de 22 dos 24 deputados, o que se diz aos quatro cantos é que muita gente assinou, mas sem querer assinar, assinou apenas pela pressão do momento, preocupado em como iria ficar na opinião pública. Os entraves para a instalação da CPI, segundo fontes do Radar, serão expostos pela turma do “deixa disso” nesta terça-feira (18) em reunião com o presidente da Casa, deputado Josué Neto (PSD), e vão desde o preço (esse em reais) a ser pago para o funcionamento da CPI, passando pelas alegações de sua possível utilização política em período eleitoral, até o preço (esse em votos) a ser pago por muitos parlamentares que têm em seus redutos eleitorais no interior do Estado muita gente que, ou já foi citado em operações da polícia por participar de “festinhas sexuais” com menores de idade, ou está na mira dos órgãos que combatem a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Único

Como se sabe o único dos 24 parlamentares a se posicionar abertamente de que não assinaria a CPI da Pedofilia na ALE foi o deputado evangélico Francisco Souza. Não ficou bem explicado os motivos, já que ele é da turma do “cruz credo” quando se fala nesse assunto. Mas, ele respondeu rapidamente a um repórter que CPI era contra “seus princípios”. Como é que é? Que princípios mesmos, hein? Arrematou dizendo que partia do princípio de que CPI não resolvia nada, era palanque político. Tá explicado?

Ataque de nervos

E, tem líder a beira de um ataque de nervos toda vez que o assunto é a CPI. O líder do Governo na ALE, deputado Sinésio Campos (PT), primeiro se desentendeu com o líder de seu próprio partido, José Ricardo Wendling, ao ir a tribuna dizer que iria assinar a CPI, “agora que tinha visto que ela não era apenas a CPI do Adail”, mas sim para apurar todos as denúncias, em todo o Estado, de exploração sexual de menores. Sinésio se disse traído pelo colega de partido, segundo ele, por nem saber que existia um requerimento com pedido de instalação de CPI. Na quinta-feira da semana passada foi a vez de entrar em rota de colisão com o deputado Luiz Castro (PPS), acusando-o de “proselitismo político” (doutrinação política), e em tom irritadíssimo sempre manda os colegas calarem a boca e outras coisas do tipo.

Flagra

E o vereador Rozenha (PSDB) parece não estar mais aguentando tanto falatório oficial. Na abertura do ano letivo municipal, ele parecia pedir aos céus que os colegas fizessem discursos curtos, e no discurso do prefeito Artur Neto, então….

Rosenha 1

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