CPI da Pedofilia recebe documentos da quebra de sigilo bancário de Adail, seu vice-prefeito e seu advogado

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A CPI da pedofilia, de autoria do deputado Luiz Castro, apresentou hoje (6) à imprensa os cinco lotes de documentos da quebra de sigilo bancário da Prefeitura de Coari, do prefeito afastado Adail Pinheiro, do vice-prefeito Igson Monteiro e do advogado Francisco Balieiro, supostamente envolvidos na rede de exploração sexual de menores de idade que age no município.

A documentação é referente aos extratos bancários de operações realizadas na Caixa Econômica Federal, Banco Bradesco e Banco do Brasil, contendo todo o movimento de pagamentos realizados pelo município no período de janeiro de 2011 a março de 2014.

Em entrevista coletiva concedida nesta manhã, o presidente da comissão, deputado Abdala Fraxe, afirmou que a documentação será analisada minuciosamente e que todas as informações da movimentação bancária da Prefeitura de Coari, serão colocadas no relatório final da CPI.

“Apesar de três tentativas, por meio de liminar, não conseguiram impedir que a documentação chegasse à CPI”, declarou Fraxe, destacando a atuação da Justiça no resguardo das prerrogativas da comissão, que tem como uma de suas atribuições pedir a quebra de sigilo bancário de instituições e de pessoas acusadas.

O pedido de quebra de sigilo bancário da Prefeitura  e dos supostos envolvidos na rede de pedofilia, foi feito pelo deputado Luiz Castro e provado pela CPI  no dia 27 de maio. Durante a coletiva, o presidente Abdala Fraxe, disse que são claros os sinais da relação do Poder Público Municipal com a rede de exploração sexual de menores de idade que age em Coari.

O deputado Luiz Castro disse que o compromisso dos membros da CPI é de que não ocorra o vazamento de informações, principalmente para que não se faça uso eleitoral das investigações. Os lotes de documentos foram levados à sala da CPI, mas estão sob segurança policial, guardados em cofre, cuja localização não foi revelada.

Diante do volume de documentos de uma prefeitura com tantos recursos, Abdala Fraxe não descartou a possibilidade de prorrogar o tempo de funcionamento da CPI.

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