CPI da Saúde: quanto mais mexe, mais fede

Foto: Aleam

Um determinado ditado popular cabe como uma luva para o que está acontecendo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar indícios de irregularidades no uso dos recursos da saúde pública do Amazonas. Quanto mais a CPI mexe nos atos administrativos da cúpula que comanda a saúde pública do atual governo, mais a coisa fede.

No sistema de saúde pública do Amazonas o que menos se tem feito são ações de saúde. Esse setor da administração pública essencial para a população se tornou um grande balcão de negócios. Há quem possa dizer que isso existe, que não é de hoje, faz muito tempo. Mas, me prove quem achar o contrário, porque nunca vi nada igual ao que ocorre atualmente.

As pessoas, seus males físicos, suas dores e possíveis curas, são o que menos importa. O importante são negócios de milhões que sempre, coincidentemente – será meu povo? – vão parar em empresas dos “amigos do rei”.

As possibilidades de negócios são muitas, de aluguel de prédio para Hospital de Campanha até compra de equipamentos para alguém não morrer de falta de ar. Para essa gente, pode faltar até ar, mas não pode faltar grana.

Cada dia um negócio novo e personagens dos quais nunca se ouviu falar. Tem o marido da então secretária de comunicação, agora ex-secretária, com negócios na área de saúde. Tem a consultora, que tem cartão com o brasão do Governo do Amazonas, usa carro oficial, coordena projeto Anjos da Saúde, mas num tem cargo e jura que não tem nem salário. Trabalha de favor pro governador. Que alma caridosa, não é mesmo?

E no hospital de campanha do governo onde não existe contrato nem do prédio alugado e nem de mais nada. Tudo foi “apalavrado” e, dizem, que num valeu nem a palavra dada porque não foi cumprida.

Por falar em palavra, cada um dos membros do governo que aparece para depor, mente para a CPI e são desmentidos por outros do governo. É todo mundo do tipo: – não vi, não sei e não tenho culpa.

E a cada dia a história fica mais sórdida e fétida, sem que ninguém saiba onde isso vai parar e quanto da podridão ainda teremos que suportar.