CPI: ‘Não houve percepção de que faltaria oxigênio em Manaus’, diz Mayra

Mayra Pinheiro (de máscara branca) chega para depor na CPI da Covid, no Senado Federal Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Mayra Pinheiro (de máscara branca) chega para depor na CPI da Covid, no Senado Federal
Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A servidora do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, a “capitã cloroquina”, declarou hoje à CPI da Covid que não houve percepção por parte do governo federal de que faltaria oxigênio nas unidades de saúde em Manaus em meio ao colapso na rede pública de saúde, no começo do ano. O cenário foi agravado pelo avanço da covid-19 no país.

“Em Manaus, em uma situação extraordinária de caos, onde nós não temos noção de quantos pacientes vão chegar ao hospital é impossível se fazer uma previsão de quando vai usar a mais. O que eles tiveram foi uma constatação, passaram de 30 mil metros cúbicos para 80 milMayra Pinheiro, secretária de Gestão e Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde.

As declarações ocorreram em resposta a questionamentos do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, Renan Calheiros (MDB-AL).

A secretária também afirmou que o Brasil não era obrigado a acompanhar as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) que desaconselhava o uso de cloroquina para os pacientes da covid-19.

Na perspectiva de Pinheiro, a OMS retirou as orientações desses medicamentos para o tratamento da covid baseadas em estudos de “qualidade metodológica questionável”. A secretária alegou que os estudos se baseavam na observação dos efeitos da cloroquina na fase “tardia da doença” e alega que já é sabido que “não há benefícios aos pacientes” nesta fase.

“É preciso que a gente deixe, primeiramente, claro, que a OMS é um braço da ONU que trata das questões relativas à saúde. Embora o Brasil seja signatário dessa entidade, o Ministério da Saúde de todos os países são órgãos independentes e têm sua autonomia para tomada de decisões de acordo com as situações locaisMayra Pinheiro.

A secretária esteve à frente das ações de combate à pandemia em Manaus, no Amazonas, durante o colapso do sistema de saúde que ocorreu entre o final de dezembro de 2020 e janeiro de 2021.