‘CPI da Telefonia’ faz diligência em lojas de telefonia e constata graves problemas

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Em fiscalização realizada na manhã desta quarta-feira (11), membros da “CPI da Telefonia” percorreram lojas de operadoras de telefonia localizadas no centro de Manaus e constataram graves problemas no atendimento ao público. Acompanharam a blitz os deputados Marcos Rotta (PMDB), Adjuto Afonso (PP) e Marcelo Ramos (PSB).

Na loja da Vivo, além da demora no atendimento, superior a 30 minutos, os clientes ainda têm de enfrentar uma longa fila e a falta de espaço dentro da loja. Outra falha constatada pelos parlamentares é a ausência de uma máquina automática para a emissão de senhas, com o horário de atendimento.

Durante a fiscalização, os parlamentares ouviram as reclamações dos consumidores presentes na loja da Vivo e averiguaram um alto grau de insatisfação quanto ao serviço de atendimento presencial ofertado pela operadora.

Com um bebê de um ano no colo, a dona de casa Vânia Nascimento, 30, não recebeu atendimento preferencial na loja. Embora 14 guichês de atendimento estivessem à disposição dos clientes, dos quais dois reservados a idosos, grávidas e com criança de colo, Vânia teve de enfrentar a fila comum. “Ao chegar na loja fui abordada por uma moça, a qual perguntou o serviço que eu iria utilizar e me deu uma senha normal, mesmo vendo que eu estava com uma criança de colo. Como não quis confusão, entrei na fila e estou aguardando atendimento. Infelizmente, não há respeito pelos meus direitos”, lamentou.

Já o aposentado Alcides Maia, 71, fez valer os seus direitos como idoso. “Quando a atendente me perguntou qual seria o meu problema, eu respondi e na sequência pedi a ela que me remetesse ao atendimento preferencial. Mas tenho certeza de que só recebi essa atenção especial porque me impus, senão, até agora, estava esperando na fila comum. O atendimento aqui deixa muito a desejar”, afirmou o aposentado.

Ao ouvir as queixas dos clientes, o presidente da “CPI da Telefonia”, deputado Marcos Rotta, questionou a gerente da loja sobre o “esquecimento” do atendimento preferencial e também pela ausência de uma máquina automática para emissão de senhas.

“Se existe o atendimento preferencial ele tem de ser informado aos clientes. Além disso, a emissão de senha é a única prova que o consumidor tem para comprovar o tempo de espera em uma fila. Por isso, a loja tem de se enquadrar e instalar essa máquina, pois somente mediante a um comprovante o consumidor poderá exigir um atendimento mais célere e de qualidade”, comentou Rotta. A gerente da loja informou aos parlamentares que a máquina de senha está com problemas, os quais deverão ser solucionados em até dois dias.

De acordo com Rotta, a fiscalização da CPI é para medir a qualidade dos serviços prestados aos consumidores pelas operadoras. “Infelizmente, ficou constatado que a loja da Vivo não tem capacidade física para atender a demanda. O tempo de espera é muito longo e, por conta disso, o grau de insatisfação dos clientes é altíssimo”, comentou Rotta, ao acrescentar que outra reclamação constante foi relacionada ao sistema da loja. “Muitos clientes reclamaram que é necessário vir mais de uma vez a loja para ter o problema resolvido, pois na maioria das vezes, o atendimento não é finalizado por falta de sistema. Mas acredito que esta justificativa já se tornou uma desculpa esfarrapada para não realizar um bom atendimento”, disse.

Rotta informou ainda que os dados coletados durante as blitze serão incluídos no relatório final da “CPI da Telefonia”.

Na opinião do deputado Adjuto Afonso, pelo grau de dificuldade, o atendimento na loja da Vivo pode ser considerado insatisfatório. “Vamos cobrar melhorias nesse setor durante a CPI. O consumidor paga caro por um serviço, cuja prestação é deficitária, e merece ter um atendimento bem melhor do que o constatado por nós durante essa fiscalização”, afirmou.

Para o deputado Marcelo Ramos, o serviço de atendimento é precário e precisa ser revisto o quanto antes. “O atendimento ao público também faz parte dos serviços prestados pelas operadoras. E o que constatamos, infelizmente, é a precariedade do serviço ofertado. Vamos cobrar, inclusive, o cumprimento da lei municipal das filas, que regula o tempo de espera nas filas”, afirmou Ramos.

Os membros da CPI ainda percorreram as lojas da Oi, TIM e Claro. Na Oi, o atendimento foi considerado tranquilo, mas as lojas da TIM e Claro estavam fechadas.

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