Crianças e idosos ficam sem vacinação. Cartaz em porta de UBSF avisa: “Não temos vacina por falta de funcionários”

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Apesar da propaganda da Prefeitura de Manaus e de sua secretaria municipal de Saúde, alardear que “o público-alvo (em sua maioria crianças de seis meses a menores de cinco anos e pessoas com idade acima de 60 anos) da campanha de vacinação contra gripe deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa” que terá acesso à vacina, famílias denunciaram ao Radar que suas crianças e idosos não tiveram acesso à vacinação na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF 001) do bairro Grande Vitória, localizada na Avenida Peixe Cavalo (antiga Ayrton Sena) porque na porta do setor tem um cartaz dizendo: “Não temos vacina por falta de funcionários”.

Em uma situação totalmente contraditória e absurda, uma faixa bem na frente da UBS traz o desenho do Zé Gotinha e uma convocação à população: “Todos fazendo gol contra a gripe” – pelo menos nessa unidade de saúde a bola foi para a linha de fundo, mais bem pra longe mesmo. Na porta de entrada da UBSF está escrito “Nova Saúde da Família”, mas pelo jeito com antigas e vergonhosas deficiências.

Protestos

Mas, segundo as pessoas que fizeram a denúncia, os problemas dos moradores da área quando precisam de assistência de saúde na UBS não se resumem a falta de vacinação. “Essa UBS vive fechada em pleno dia útil e horário e atendimento. E quando está aberta também não funciona. Minha mulher teve que tirar um tal do Cartão Sanitário que só precisava de uma consulta com um clínico geral, e eles disseram que não dava pra atender porque estavam sem sistema”, conta um dos moradores.

Ele pergunta: “Você lembra de uma manifestação que ocorreu há mais ou menos um mês quando os moradores aqui do Grande Vitória queimaram até pneus na entrada do bairro, próximo a barreira, na Torquato Tapajós?”, e acrescenta, explicando que um dos motivos desse protesto é que os agentes de saúde se negam a atender famílias que não residem nas ruas principais. “Eles não atendem quem mora em terrenos e até em ruas novas que já se formaram na comunidade. Dizem que essas pessoas não têm cadastro. Pode uma coisa dessas? Deixar de atender um ser humano, um cidadão, por causa de um simples pedaço de papel?”, critica.

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