Cultura direciona foco ao cidadão, à descentralização das ações e valorização dos artistas locais

Foto: Divulgação/SEC

O novo secretário estadual de Cultura, Marcos Apolo Muniz, anunciou as ações, ideias e programas que pretende implantar na sua gestão à frente do órgão. As estratégias seguem o propósito traçado pelo governador Wilson Lima para essa área, tornando a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) um órgão que atue visando à promoção e o fomento de ações e eventos que permitam maior acesso do cidadão à cultura, em um processo de descentralização que atinja todas as zonas da cidade. 

“Faremos um diagnóstico do potencial cultural dos bairros e, em parceria com outros agentes, especialmente da educação, como as escolas, serão promovidas atividades de incentivo aos jovens, além de levar programação frequente e de qualidade para toda a cidade”, afirmou Marcos Apolo, que trabalhou como técnico da SEC por 15 anos.

Outro foco prioritário será a identificação e desenvolvimento das potencialidades culturais dos municípios do interior. “Sabemos que é um trabalho desafiador pela dificuldade de acesso, por isso, após identificarmos as potencialidades dos municípios, iremos, em conjunto com outros segmentos, levar não apenas eventos, mas meios para que os artistas possam desenvolver seus projetos, com apoio do Governo, e os cidadãos do interior comecem a conhecer e ter acesso às iniciativas culturais do Estado”, adiantou o secretário.

Dentre as diretrizes, a valorização ao artista local pretende ser um dos diferenciais da gestão, dando suporte com ações voltadas para o empreendedorismo cultural. O projeto contempla ainda a valorização da diversidade cultural, a integração do Estado ao Sistema Nacional de Cultura, a revitalização e descentralização dos aparelhos culturais e o estímulo à parceria público privada, além da economia criativa. “O trabalho será todo desenvolvido com base em planejamento, para que tenha de fato uma continuidade e efetividade”, afirmou Marcos Apolo.

Segundo o secretário, já foi formada uma Comissão que irá levantar a situação e as demandas mais urgentes de todos os espaços administrados pela SEC. A partir daí, será montado um cronograma de ações prevendo as intervenções e reestruturações necessárias. “Faremos um diagnóstico desses locais, tendo em mente nossa preocupação com o conforto e segurança do cidadão ao frequentar os equipamentos da secretaria”, afirmou.

Carnaval

Seguindo recomendação do governador Wilson Lima, o Carnaval concentrará parte da atenção da pasta nos próximos dias. “É uma grande festa popular, existe um anseio do público e vamos tratar o assunto com dedicação e responsabilidade. Vou cumprir uma agenda de reuniões, o mais breve possível, com os representantes das agremiações, para definir o apoio do Governo do Estado e os compromissos das escolas, especialmente no que diz respeito à prestação de contas”, disse.

A agenda do secretário deve contemplar, ainda nas primeiras semanas, o diálogo com a classe artística, que deve ser norteado pelo incentivo ao empreendedorismo cultural. “A valorização do artista local passa pela capacitação, com oferta de cursos e oficinas que possibilitem a eles captar novos incentivos e recursos. Vamos ouvir as representações de classe, para que nosso plano de trabalho reflita os interesses coletivos. Os objetivos são os mesmos, só é preciso alinhar os caminhos”, pontuou.

Sobre a continuidade dos grandes eventos da SEC, como o Festival de Ópera, Apolo afirma que eles devem permanecer no calendário cultural do Estado. “Como estamos em início de gestão, primeiro é preciso entender quais são as tratativas encaminhadas e o que teremos de recursos para execução. Mas os festivais já são da população e precisam ser mantidos, até pela geração de renda e impacto social que representam. Não podemos desconsiderar e descontinuar um trabalho desse tipo. Evidentemente, nesse primeiro momento, vamos ter que fazer no formato e tamanho que o orçamento nos permite, com a qualidade que se espera, para, depois, buscar ampliá-los para a dimensão que merecem”.

Para o secretário, é necessário buscar alternativas de desenvolver projetos que fomentem a cultura no Estado dentro dos limites orçamentários. “Sabemos que tudo demanda recursos. Como estamos saindo de um processo de retração econômica do país, o nosso desafio é realizar as ações de forma criativa, sem onerar os cofres públicos. As parcerias com a iniciativa privada podem e devem ser grandes aliadas nessa missão e desde já convido as empresas instaladas no Estado para contribuírem com a cultura local”, observou o secretário da SEC.

A Secretaria Executiva da SEC ficará a cargo de Sigrid Ramos Cetraro e Esther Oliva Veloso Rengifo, que executarão as atividades de natureza técnica e administrativa, respectivamente.

Com informações da assessoria da SEC.