Cunha denunciado por corrupção ao STF diz que processo de impeachment vai ter “agilidade total” e emplaca aliado na relatoria

cunha 18

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), o mesmo denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por uma série de acusações relacionadas ao esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato e apontado por vários delatores como tendo recebido milhões depositados em contas na Suíça, dinheiro que seria oriundo da exploração de um campo e petróleo em Benin, na África, encabeçou a votação da Comissão de Impeachment da presidente Dilma Rousseff e ainda conseguiu emplacar um de seus aliados, Jovair Arantes, do PTB de Goiás, o mesmo que no ano passado ganhou o “troféu cara de pau”, do Blog do Noblat, por fazer a Câmara de Cunha pagar com dinheiro público aluguéis de aviões para percorrer 208 quilômetros da Capital Federal para Goiânia, trajeto que poderia ser percorrido facilmente de carro.

Ao contrário do seu caso, em que legislou em causa própria e fez até o que Deus duvida para seu processo por corrupção e por ter mentido à CPI da Petrobras de que não tinha contas no exterior, não dar em nada, Eduardo Cunha disse que o processo de impeachment de Dilma vai ter “agilidade total”. E Cunha garante que a Câmara Federal agora vai ter quórum nas sessões plenárias, a mesma Câmara que emperrou a pauta enquanto não tivesse impeachment e coincidentemente (?) não votou mais nada – apesar de serem pagos com o nosso dinheiro para tal – e sequer apreciaram o projeto de teto salarial de servidores públicos para evitar que juízes, procuradores, delegados e eles próprios, parlamentares, não ganhem mais do que ministro do Supremo Tribunal Federal. Uma economia defendida pelo Governo de Dilma que poderia chegar a R$ 10 bilhões ao ano. (Any Margareth)