Cúpula das cooperativas administrará mais de R$ 2,4 bilhões do Governo

Duas figuras conhecidas entre as cooperativas no Amazonas ganharam papel de destaque no Governo ‘do novo’ e devem administrar mais de R$ 2,4 bilhões do orçamento do Estado.

São eles: o ex-superintendente e ex-presidente das Organizações das Cooperativas Brasileiras do Amazonas (OCB), Petrúcio Pereira de Magalhães Júnior, e a sua mulher, Daniele Reis de Araújo Magalhães, que esteve na presidência da Uniodonto Manaus por oito anos. (veja as nomeações no fim da matéria)

Petrúcio é o titular da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e Daniele – cotadíssima para assumir a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), perdendo na quebra de braço para nada menos do que o vice-governador, Carlos Almeida (PRTB) – acabou virando a secretária executiva adjunta do Fundo Estadual de Saúde (FES) – exatamente onde está a grana da saúde pública.

De acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) para este ano a Sepror tem um orçamento previsto de R$ 396,3 mil e a FES contabiliza recursos na ordem de R$ 2,4 bilhões – sendo o verdadeiro ‘caixa’ da Susam.

Os dois trabalham com o governador Wilson Lima (PSC) desde a campanha eleitoral, a partir de uma indicação da Rede Calderaro, e atuaram na comissão de transição, já de olho em cargos no Executivo. A “admiração” de Wilson Lima pelas cooperativas desde então tem sido explícita. Prova disto, é que nas propostas de campanha registradas na Justiça Eleitoral há pelo menos seis promessas que ressaltam parcerias com as cooperativas e microempreendedores para ajudar a alavancar a economia e a geração de emprego e renda no Estado.

Na época, uma das intenções de Wilson caso fosse eleito governador era “implementar em parceria com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB-AM) uma central de distribuição e de comercialização da produção agropecuária em Manaus, contemplando assim, o interesse de diversos produtores”.

Para concretizar a promessa, nada mais justo do que nomear para a Sepror o ex-presidente da OCB não é?

Dizem ainda que a nomeação de Petrúcio foi amplamente “recomendada” pela família Calderaro que, de quebra, também “recomendou” que Wilson Lima nomeasse sua mulher, a cirurgiã-dentista ex-presidente da Uniodonto para um cargo na Susam. Pelo visto, além de apoiar as cooperativas, Wilson Lima também defende que fique tudo em família.

Nomeação de Petrúcio Pereira de Magalhães Júnior

Nomeação de Daniele Reis de Araújo Magalhães