Dados revelam violência recorrentes contra idosos, crianças e adolescentes em Juruá

Dados e análises obtidas no Diagnóstico Socioterritorial do Estado do Amazonas, apresentado pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) na quinta-feira (22), revelam que a violência contra crianças e adolescentes, abuso sexual e maus-tratos contra a pessoa idosa são violações recorrentes encontradas nas calhas do Juruá, do Madeira e do rio Amazonas.

O Diagnóstico Socioterritorial reúne informações sobre as vulnerabilidades em que se encontram as famílias que estão desprotegidas, necessitando da intervenção do Estado, mas também de ações positivas no campo da assistência social em cada município amazonense.

A metodologia utilizada teve como base informações territorializadas, segundo informou o gerente da Vigilância Socioassistencial do Departamento de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (DGSuas), Hudson Costa.

“Nós apontamos alguns municípios que têm o índice alto de violência ou violação, mas também apontamos como está a cobertura dos serviços socioassistenciais, que são todos os equipamentos, programas, projetos de serviços que a política de assistência tem no seu território e também nós trabalhamos essa perspectiva da calha justamente para mostrar o quanto o fato amazônico ainda é importante, e levar em consideração dentro do planejamento das políticas sociais”, Hudson.

A partir dos dados levantados, Hudson Costa disse que vai ser possível propor ações de assistência social no Estado para os próximos quatro anos. A ideia, segundo o gerente, não é somente mostrar as vulnerabilidades e riscos, mas também as potencialidades que se tem dos serviços da política de assistência social.

“Nos últimos três anos mais de 34 mil pessoas foram atendidas pelo Serviço De Proteção ao Atendimento Especializado a Família e Filhos (Paef) no Amazonas”, disse.

Levantamento Estadual

Um dos papéis da Seas é trabalhar a vigilância socioassistencial, área vinculada à Gestão do Suas que tem como responsabilidade a produção, sistematização e análise de informações territorializadas sobre as situações de risco e vulnerabilidade que incidem sobre famílias e indivíduos. Por conta disso, a secretária titular da Seas, Márcia Sahdo, disse que o órgão tem a obrigação de fazer um trabalho de diagnóstico em todo o estado do Amazonas e é isso que está sendo feito.

Conforme Marcia Sahdo, o diagnóstico vem comprovar algumas coisas que são óbvias para todos nós, mas de forma um pouco mais sistematizada e também detalhada, porque, hoje, se formos conhecer detalhadamente o que cada município tem de mais relevante em termos de potencialidade, vulnerabilidade, se não tiver esse diagnóstico não há como saber. “Ele vem justamente trazer para nós informações muito mais sistematizadas e detalhadas da realidade de cada município e do Amazonas como um todo”, informou.

Com informações da Secom