David afirma ter a experiência de que o Amazonas precisa para sair do vermelho

O candidato ao governo do Estado pela coligação Renova Amazonas, David Almeida (PSB), mostrou, na noite dessa terça-feira (2), que é o candidato novo no cenário político amazonense, com experiência em gestão pública de quem conhece o Amazonas, ao contrário de outros candidatos que não conhecem programas essenciais da saúde, como o Proeme, e investimentos estratégicos, como o campo de gás natural do Azulão, no município de Silves. A afirmação foi feita durante o debate Eleições 2018 da TV Amazonas, o último da TV aberta amazonense no primeiro turnos da eleições antes do dia 7 de outubro.

Ao perguntar ao candidato Wilson Lima sobre a importância do Programa Estadual de Medicamentos Especializados (Proeme), antes de dizer qualquer outra coisa, Wilson disse que se tratava de mais uma “pegadinha” do candidato David. Sem saber do que se tratava, ele discorreu sobre assuntos diversos de saúde, como a central de medicamentos, as filas de procedimentos cirúrgicos e informatização.

Ao explicar sobre o programa, que atende por mês 10 mil pacientes em tratamentos de HIV, diabetes e câncer, David disse ao adversário que, para ele, o assunto é uma “pegadinha”, porque desconhece a realidade do Amazonas. “Para o senhor, o Proeme é uma pegadinha, porque não precisa desses medicamentos todos os meses. Vossa senhoria está candidato sem ter o preparo necessário para administrar um Estado como o Amazonas. O que o senhor chama de pegadinha é a salvação de 10 mil pessoas por mês. No meu governo, nós vamos entregar os medicamentos na casa desses pacientes”, assegurou David.

O candidato da coligação Renova Amazonas lembrou, na TV Amazonas, que, no debate anterior, na TV A Crítica, ele fez uma pergunta sobre o gás natural do campo de Azulão, no município de Silves, mas, sem conhecer essa potencialidade do município amazonense, Wilson discorreu sobre o abacaxi de Novo Remanso. “O senhor chama de pegadinha o maior investimento do interior do estado Amazonas. Eu lhe perguntei sobre o gás natural do campo de Azulão e você falou sobre abacaxi. Não é porque quero ser governador que vou apenas convencer as pessoas. É preciso ter preparo e conhecimento”, disse.

Questionado por Amazonino sobre o Polo Industrial de Manaus, David se disse preocupado com as ameaças da revisão da Lei de Incentivos Fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM), relatadas por representantes do setor eletroeletrônico do Brasil, mas aproveitou para dizer das dificuldades que uma empresa encontra junto ao atual governo para explorar o gás do município de Silves. “A empresa está encontrando barreiras na sua administração”, disse David a Amazonino. “Como governador, eu irei desburocratizar o Estado, investir em infraestrutura e logística, além de simplificar a legislação tributária”, completou.

Perguntado pela candidata Lúcia Antony sobre o combate à corrupção, David disse que vai tornar o governo digital, integrado e transparente, o que vai cortar as sangrias nos gastos públicos. “Quando estivemos no governo, nós aprovamos na Assembleia Legislativa uma Lei da Transparência. Todos os contratos da Susam estavam no Portal da Transparência. Somente com o controle social e transparência, a sociedade vai poder acompanhar os gastos públicos. Infelizmente não foi dada continuidade pelo atual governador. Nós vamos combater a corrupção de forma permanente”, afirmou.

David lembrou ainda que, na sua gestão – de maio a outubro do ano passado -, ele criou o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), para recuperar dividendos de empresa que sonegavam ao Estado. Contudo, o atual governo não deu continuidade ao trabalho do comitê. “Com o Cira é possível aumentar a arrecadação do Estado, sem aumentar impostos e dessa forma tornarmos o governo mais transparente e mais eficiente, combatendo o desperdício do dinheiro público. Nós vamos ainda criar uma controladoria interna, em todas as secretarias, para que elas possam ter esse controle e assim combater a corrupção de forma incisiva contra o desperdício do dinheiro público”, explicou.

Matéria de responsabilidade da assessoria do candidato