David garante que vai dar segurança jurídica às empresas da Zona Franca de Manaus

De encontro aos anseios dos empresários do Polo Industrial de Manaus (PIM), o candidato ao governo do Estado pela coligação Renova Amazonas, David Almeida (PSB), disse, nessa segunda-feira (27), que vai fortalecer o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) com três pilares de desenvolvimento: infraestrutura e logística, desburocratização da legislação tributária e condições favoráveis para novos investimentos. A afirmação do candidato ocorreu durante visita à fábrica Yamaha Motors da Amazônia, no Distrito Industrial 1, Zona Sul.

Segundo David, hoje o atual Governo do Amazonas cogita aumentar impostos para as fábricas instaladas em Manaus, o que gera insegurança jurídica e a perda de competividade do setor, responsável pelo maior volume de geração de emprego no Estado. Diante dessas ameaças, internamente os representantes do setor temem a perda de grandes marcas do PIM para países como Uruguai e Paraguai.

David entende que a insegurança jurídica – maior reclamação do empresariado – deve ser combatida por meio da desburocratização. “Nós temos assegurado na Constituição os direitos/incentivos do Polo Industrial, e nosso governo vai dar essa garantia com proposta de desenvolvimento a partir de investimentos na infraestrutura e logística, que são hoje uma pedra no sapato de muitas fábricas. Vamos, ainda, desburocratizar a legislação tributária e incentivar os investidores que já estão aqui no PIM com condições favoráveis, a fim de que ampliem seus investimentos e, assim, aumentar a oferta de empregos”, explicou.

Aos representantes da Yamaha, o candidato apontou que vê como solução para o problema da logística a pavimentação das ruas do Distrito e, principalmente, o asfaltamento da rodovia federal BR-319. “Essa rodovia vai ser o eixo central do desenvolvimento do Amazonas, porque hoje o estoque-trânsito das empresas do Polo Industrial de Manaus é de 12 a 15 dias. Se nós asfaltarmos a BR-319, esse estoque-trânsito vai reduzir para dois ou três dias, no máximo. Dessa forma, nós vamos ter mais competitividade e condição de gerar mais emprego e renda”, observou David.

Funcionários da marca japonesa, que está no PIM desde 1985, avaliaram que o país precisa melhorar muito com a atração de novos investimentos e, assim, criar mais vagas de emprego, o que vai ajudar a movimentar o estoque da indústria brasileira. No Amazonas, eles confirmaram que a insegurança jurídica gerada sobre a Zona Franca de Manaus, em virtude de propostas de mudanças na carga tributária, tanto da União quanto do governo estadual, é a principal preocupação das empresas de todos os setores instalados no PIM, que, hoje, precisa de redução de impostos para que as empresas possam reduzir o custo de fabricação e ofertar o menor preço para o consumidor final.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, observou, na semana passada, durante evento que marcou os 24 anos da Eletros, que a indústria amazonense precisa de dois compromissos do futuro governador do Estado. O primeiro é lutar para acabar com a corrupção; o segundo, estabelecer essa segurança jurídica, a regularidade das leis para que as empresas possam continuar gerando riqueza para o Amazonas e para o país.

Para Périco, a estabilidade da segurança da política de incentivos sofre ameaças constantes, tanto no cenário federal, quanto no estadual. “Existe uma dicotomia muito grande na forma de tratar com as dificuldades. A iniciativa privada, quando passa por dificuldades de vendas que impedem de ter o valor do faturamento que se esperava, ela reduz custos, reduz despesas. Mas o poder público vai no sentido contrário. Ao invés de buscar reduzir os custos para que as suas contas sejam quitadas, ele aumenta a arrecadação por meio da carga tributária em cima da sociedade e da classe produtora”, comentou o presidente do Cieam.

Matéria de responsabilidade da assessoria do candidato