David Reis é derrotado na Justiça pela quarta vez e construção de ‘puxadinho’ continua suspensa

A suspensão do "puxadinho" na Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi mantida pelo juiz Francisco Queiroz, da 5ª Vara da Fazenda Pública

puxadinho cmm david reis

Foto: Divulgação

A Justiça do Amazonas decidiu novamente pela suspensão do processo licitatório que viabiliza a construção do segundo prédio anexo na Câmara Municipal de Manaus (CMM), popularmente conhecido como “puxadinho”, no valor de quase R$ 32 milhões. A decisão foi assinada pelo juiz Francisco Queiroz, da 5ª Vara da Fazenda Pública, nessa quinta-feira (30) e o vereador David Reis (Avante), presidente da Casa Legislativa, sofreu uma nova derrota pela quarta vez.

A decisão atende uma Ação Popular feita pelos vereadores Amom Mandel (sem partido) e Rodrigo Guedes (PSC). A Justiça suspendeu o processo de licitação em três oportunidades, desde quando o processo começou, no último dia 16 de setembro.

O vereador Rodrigo Guedes ressaltou a importância do apoio popular para que a luta continue.

Por quatro vezes consecutivas, em apenas duas semanas, a Justiça reconhece que os nossos argumentos são procedentes, são reais, e proíbe essa insanidade com o dinheiro público. Vamos continuar na nossa batalha, na nossa luta. Peço ao presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador David Reis, que desista de uma vez por todas dessa loucura, dessa insanidade, com o dinheiro da população”, disse.

A obra

Com o valor de R$ 31.979.575,63 (trinta e um milhões, novecentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e cinco reais e sessenta e três centavos), o “puxadinho” deveria alocar os servidores e parlamentares da Casa Legislativa, assim como os visitantes. O prédio deve possuir quatro andares e um total de quase 12 mil metros quadrados, conforme o plano diretor da obra.

A data do processo licitatório será dia 18 de outubro deste ano, na forma de concorrência pública.

Em uma das justificativas que constam no edital, a presidência da CMM alega que é preciso dotar o espaço de condições dignas de uso aos diversos ambientes existentes, aos parlamentares, colaboradores e comissionados, ao mesmo tempo, a pessoas que visitam rotineiramente a casa legislativa.

Confira a decisão judicial